TERREMOTO
Como, com certeza, toda a galera do surf já sabe, quebrou altas ondas no litoral brasileiro! Basta dar uma corrida pelos boletins dos correspondentes do PAIPO BRASIL para ver que o swell bombou desde o Rio Grande do Sul até a Bahia .

Praia Mole, 23/04.

Silveira,23/04
Como também todo mundo sabe, na noite que antecedeu à chegada da ondulação, os moradores de São Paulo e regiões vizinhas foram surpreendidos por um evento bastante incomum entre nós: um terremoto!
Na escala de intensidade de terremotos, a magnitude do nosso chegou a 5.2, suficiente para balançar prédios e estruturas mais altas, mas, felizmente, insuficiente para causar danos e fatalidades. Em locais sujeitos a terremotos freqüentes, como Chile, Califórnia, Japão etc, um terremoto de 5.2 talvez nem fosse noticiado, mas aqui entre nós, nosso terremoto fez noticia!

Praia Mole no canto do Gravata, 24/04.

Rosa, 24/04.
De acordo com os cientistas, o terremoto ocorreu a 10 quilômetros de profundidade na posição 25.7º S e 45.4º W, ou seja, a 215 km a SSE de São Vicente, SP, sob o mar.
Bem, a coincidência desses dois fenômenos da natureza levou muita gente a IMAGINAR que uma coisa tivesse relação com a outra e isso merece ser esclarecido.

Backdoor, outside, 25/04.

Joaquina, 3 m, 25/04.

Silveira, gala, 25/04.
Galera, o swell que está bombando desde quarta-feira não tem ABSOLUTAMENTE NADA a ver com o terremoto! Esse swell é fruto, como SEMPRE acontece, de uma tempestade no oceano.
A tempestade no caso, foi um ciclone extra-tropical que se formou a Sudeste da costa brasileira a meio caminho entre América do Sul e a África.
Na região marítima onde a tempestade estava atuando o vento chegou a 100 km/h e a altura significativa do mar ficou na faixa entre 8 a 10 metros.

Camburi, 26/04.

Itauna, 26/04.

Camburi, 26/04.
Pela posição do ciclone, as ondas tiveram de se propagar por cerca de 3 mil quilômetros para chegar até nossa costa e, graças ao fenômeno da “dispersão” , puderam se “ajeitar” e chegar na forma de um swell limpo, organizado e com períodos longos.
Essa condição oceânica favorável, associada aos ventos locais igualmente favoráveis, fez quebrar de gala os picos posicionados para receber ondulações de SE, como mostram as fotos nos estado do RS, SC, PR, SP, RJ, ES e BA , INCLUSIVE NO Uruguay.
Portanto, vemos que, quando os ingredientes estão presentes, nossa costa mostra o potencial de surf que tem!

Joaquina, 27/04.

Macumba, 27/04.
E o terremoto, não fez nada com o mar? Aparentemente nada perceptível a olho nu. Para saber ao certo teremos de verificar registros de maré para ver se houve algum sinal de tsunami, que é o nome do tipo de onda gerada por terremotos no mar.

Ferrugem/Barra, 28/04

Ibiraquera, 28/04.
Portanto, galera, para que outras ondulações como essa apareçam por aqui são necessários mais ciclones extra-tropicais entre a América do Sul e a África... Terremotos, felizmente, não fazem diferença. De qualquer forma ARRIBA EL TERREMOTO. Até a próxima, Mauro.

Backdoor, arriba el TERREMOTO.
Como, com certeza, toda a galera do surf já sabe, quebrou altas ondas no litoral brasileiro! Basta dar uma corrida pelos boletins dos correspondentes do PAIPO BRASIL para ver que o swell bombou desde o Rio Grande do Sul até a Bahia .
Praia Mole, 23/04.
Silveira,23/04
Como também todo mundo sabe, na noite que antecedeu à chegada da ondulação, os moradores de São Paulo e regiões vizinhas foram surpreendidos por um evento bastante incomum entre nós: um terremoto!
Na escala de intensidade de terremotos, a magnitude do nosso chegou a 5.2, suficiente para balançar prédios e estruturas mais altas, mas, felizmente, insuficiente para causar danos e fatalidades. Em locais sujeitos a terremotos freqüentes, como Chile, Califórnia, Japão etc, um terremoto de 5.2 talvez nem fosse noticiado, mas aqui entre nós, nosso terremoto fez noticia!
Praia Mole no canto do Gravata, 24/04.
Rosa, 24/04.
De acordo com os cientistas, o terremoto ocorreu a 10 quilômetros de profundidade na posição 25.7º S e 45.4º W, ou seja, a 215 km a SSE de São Vicente, SP, sob o mar.
Bem, a coincidência desses dois fenômenos da natureza levou muita gente a IMAGINAR que uma coisa tivesse relação com a outra e isso merece ser esclarecido.
Backdoor, outside, 25/04.
Joaquina, 3 m, 25/04.
Silveira, gala, 25/04.
Galera, o swell que está bombando desde quarta-feira não tem ABSOLUTAMENTE NADA a ver com o terremoto! Esse swell é fruto, como SEMPRE acontece, de uma tempestade no oceano.
A tempestade no caso, foi um ciclone extra-tropical que se formou a Sudeste da costa brasileira a meio caminho entre América do Sul e a África.
Na região marítima onde a tempestade estava atuando o vento chegou a 100 km/h e a altura significativa do mar ficou na faixa entre 8 a 10 metros.
Camburi, 26/04.
Itauna, 26/04.
Camburi, 26/04.
Pela posição do ciclone, as ondas tiveram de se propagar por cerca de 3 mil quilômetros para chegar até nossa costa e, graças ao fenômeno da “dispersão” , puderam se “ajeitar” e chegar na forma de um swell limpo, organizado e com períodos longos.
Essa condição oceânica favorável, associada aos ventos locais igualmente favoráveis, fez quebrar de gala os picos posicionados para receber ondulações de SE, como mostram as fotos nos estado do RS, SC, PR, SP, RJ, ES e BA , INCLUSIVE NO Uruguay.
Portanto, vemos que, quando os ingredientes estão presentes, nossa costa mostra o potencial de surf que tem!
Joaquina, 27/04.
Macumba, 27/04.
E o terremoto, não fez nada com o mar? Aparentemente nada perceptível a olho nu. Para saber ao certo teremos de verificar registros de maré para ver se houve algum sinal de tsunami, que é o nome do tipo de onda gerada por terremotos no mar.
Ferrugem/Barra, 28/04
Ibiraquera, 28/04.
Portanto, galera, para que outras ondulações como essa apareçam por aqui são necessários mais ciclones extra-tropicais entre a América do Sul e a África... Terremotos, felizmente, não fazem diferença. De qualquer forma ARRIBA EL TERREMOTO. Até a próxima, Mauro.
Backdoor, arriba el TERREMOTO.
el Abril 29, 2008, 12:01 pm
Un abrazo!!
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