SURF – AÑOS 70
Bustin Down The Door é eleito o melhor documentário pelos leitores da Revista Surfer.

Wayne Bartholomew, 1978 campeon, Mark Richards, campeon 1979,1980,1981, 1982 e Shaun Tomson, campeon 1977.
"Bustin down the door" foi eleito o melhor documentário e também o filme do ano pelos leitores da revista SURFER. "Bustin' down the door" narra o surgimento do surf profissional durante a segunda metade da década de 70. O filme tem como principais personagens os representantes daquela que ficou conhecida como a "geração Free Ride". Shaun Tomson, Ian Cairns, Peter Towned e Wayne "Rabbit" Bartolomew (foto) são algumas das estrelas de “Bustin’ down the door”.

Free Ride, mejor pelicula dos AÑOS 70.
Quem é da nova geração, dificilmente ouviu falar em Peter Townend. O australiano é considerado o primeiro campeão mundial de surf, em 1976. Isso porque na década de 70 não havia ainda competições oficiais de surf, mas é assim, como primeiro campeão mundial, que o surfista australiano é conhecido.
Peter nasceu no hospital de Kirra, Austrália, em 1953. Quando ganhou sua primeira prancha, em 1967, não imaginava que ela mudaria completamente sua vida.
Peter Townend,campeon 1976, en Brasil, praia da Macumba , 2005.
"Eu, Michael Peterson e Wayne "Rabbit" Bartholomew, crescemos juntos pegando ótimas ondas em picos australianos, como Snapper, Rainbow Bay, Greenmount e Kirra, hoje conhecida como Superbanks, que não tinham o crowd dos dias de hoje", revela Peter.
O filme Bustin' Down The Door conta a história de surfistas forasteiros, como Shaun Thompson, Mark Richards, Wayne Bartholomew e o próprio Peter, que tomaram conta do cenário havaino em 1975. "O responsável pelo filme é Shaun Tomsom, que se inspirou em um artigo escrito por Bartholomew na Surfer Magazine de 1976", conta Peter.
A idéia do filme é mostrar como o sonho de surfistas sul-africanos e australianos se tornou realidade, quando se profissionalizaram e começaram a dominar as competições internacionais. Quem assistiu "Z-Boys The Lords of Dogtown" pode perceber uma pequena semelhança entre os filmes, embora este último conte a história do nascimento do skate de rua e de vários skatistas profissionais.
Bustin' Down The Door foi lançado em Huntington Beach no dia 25 de julho, para coincidir com o US Open de surf. No mês seguinte já estava sendo projetado em inúmeras cidades americanas, principalmente naquelas que abrigam adeptos do surf. Será lançado no final do ano, no Brasil e Austrália, com a chegada do verão dos dois países. Mas já existem cópias no Brasil, as quais já tive acesso.
O surfista australiano comprova o que sabem aqueles que pegam onda: não dá para viver sem o surf. Peter Townend continua nas ondas, sempre à procura dos melhores picos. Além disso, acompanha com interesse o momento atual do surf.
De acordo com ele, quando estava começando, acompanhava o esporte através de revistas americanas e filmes anuais, que eram somente veiculados meses depois do lançamento. "Hoje em dia a internet mudou isso tudo e, é claro, o mercado acompanhou esse crescimento. Marcas como Quiksilver, Billabong, Rip Curl e O'Neill, que surgiram no período de Bustin' Down The Door, são hoje empresas globais multimilionárias", analisa Peter Townend.
Sobre os grandes surfistas do momento, o primeiro campeão mundial considera que Kelly Slater faz no surf o que nenhum outro atleta faz em qualquer modalidade esportiva. "Isso eleva a popularidade do esporte para o maior percentual de todos os tempos", afirma o campeão australiano com a experiência de quem começou em uma época que dava aos surfistas condições bem diferentes.
Com toda certeza, nomes como o de Peter Townend são responsáveis por fazer do surf o esporte respeitado e prestigiado que é atualmente.
O que os brasileiros e sul americanos buscam nos últimos anos os australianos e sul africanos fizeram na década de 70, tanto como atletas como marcas de surfwear.
Já fiz matéria sobre o sul africano Shaun Tomson a quem conheci em Floripa no ano de 1986, já em final de carreira, a qual transcrevo a seguir :
Publicado por mauroescobar el Marzo 4, 2007, 2:55 pm
en General ( Mauro Escobar)
UM CAMPEÃO MUNDIAL
Shaun Tomson, campeão mundial em 1977. Sul Africano, revolucionou o surf da época, por atacar as ondas havaianas, principalmente Pipeline, em que de “backside”, manobrava dentro dos tubos. Nos anos 80 teve embates clássicos com Tom Carol. Mesmo fora do circuito da ASP há vários anos, é respeitado pelo seu legado ao surf. Shaun Tomson surfista sul-africano, durante dez anos foi o único não-australiano a ganhar o título de campeão mundial, até Tom Curren quebrar a hegemonia aussie.
Shaun Tomson dispensa apresentações. Com 51 anos hoje, foi o campeão mundial de 1977, além de ter ficado entre os seis melhores competidores do mundo de 1976 até 1984. As lições que aprendeu com o Surf, como confiar nos instintos, andam paralelas com a sua vida. Depois de 14 temporadas no circuito mundial, se aposentou em 1989. Seu livro Surfers Code (Código de Surfista), lançado em novembro de 2006, compartilha 12 simples lições que ele aprendeu em sua infância na África do Sul durante o regime do apartheid e nos campeonatos em muitas das mais famosas praias do mundo. Seus autógrafos são acompanhados de mensagens como “Keep surfing in your heart” ou “Surfing is the only life.”

Shaun Tomson, com estilo, Backdoor.
No começo de 2006, ele e sua mulher perderam seu filho de 15 anos. Mas ele está acostumado às dificuldades da vida, como na vez que seu pai, treinando para a equipe olímpica de natação, teve seu braço estraçalhado por um tubarão. Ou quando seus negócios foram por água abaixo.
A vida continua. Morando na Califórnia, perto de um de seus picos favoritos, Rincon, em Santa Bárbara, ele passa o espírito do surf para jovens surfistas e para todos os não-surfistas ao seu redor. Continua a surfar todos os dias. De fato, um dos 12 mandamentos de seu livro diz: “Eu vou pegar uma onda todos os dias, mesmo que seja na minha mente.”
No HANG LOOSE 1986, campeonato que marcou o retorno do Brasil a competições internacionais em seu território, após um boicote de vários anos, o sul africano esteve presente. O evento ficou marcado por grandes ondas em seu início, bombando ondas de 2,5 metros na Joaquina . As enormes esquerdas fizeram a alegria dos competidores e colocaram “Floripa” no cenário mundial pela primeira vez. Somente nas finais o mar diminuiu.
A ilha estava lotada de brasileiros e estrangeiros . Havia várias opções à noite de festas e eventos. Na quinta feira do campeonato me lembro que a boate “Shampoo” promoveu o aniversário do sul africano. O homenageado ficou literalmente somente de “cuecas” na festa, tal foi o assédio do público feminino. Diplomaticamente o ex campeão mundial agradeceu a festa e disse que se sentia muito a vontade no Brasil.
A ele é creditado o desenvolvimento do surf em seu país, o crédito de J. Bay ser uma das mais conhecidas direitas do mundo e pela luta contra o “apartheid”.
Nos dias atuais continua pegando ondas e competindo em campeonatos “Masters”, Tompson é um belo exemplo a ser seguido. Sinto-me um privilegiado por ter tido contato com um verdadeiro campeão mundial. Um grande abraço . Mauro Escobar
Caros paiperos , venho da geração dos surfistas da década de 70, portanto meus ídolos são desta época. Mark Richard, Tomson , Wayne Bartholomew e outros. Caroll , Slater, Occy, Irons são os ídolos dos mais novos, mas não menos importantes. Um abrazo, até a próxima, Mauro.

Shaun Tomson, Ian Cairns, Peter Townend e Wayne Bartholomew.
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