MAMPITUBA - MEIO DO RIO

O RIO MAMPITUBA É UM EXEMPLO CLÁSSICO DO TOTAL DESRESPEITO COM A NATUREZA. LOCAL DE BOAS ONDAS, ENTRETANTO, UM DOS LOCAIS MAIS POLUIDOS DO RIO GRANDE DO SUL. LOCALIZADA EM TORRES, FAZ A DIVISA ENTRE RIO GRANDE DO SUL E SANTA CATARINA. AS ONDAS QUEBRAM NO MEIO DO RIO, CERCADOS PELOS MOLHES QUE ADENTRAM AO MAR. QUANDO AS ONDAS ESTÃO QUEBRANDO INÚMEROS SURFISTAS VÃO A CAÇA DAS "OLAS", MESMO EM ALTO GRAU DE POLUIÇÃO. A ONDA NORMALMENTE É BEM TUBULAR. ME RECORDO CERTA VEZ, QUE ESTAVA DENTRO DO RIO E ESTRANHAMENTE BATEU EM MIM UM OBJETO TODO PELUDO, PENSEI QUE ERA UM HOMEM JÁ INCHADO E TOTALMENTE ROXO. MAS NÃO , ERA UM ENORME PORCO "PIG", QUE DEVERIA JÁ ESTAR NESTE LOCAL HÁ ALGUNS DIAS. O PAVOR FOI MUITO GRANDE. A CIDADE POSSUI PRÉDIOS ALTOS E CASAS, O SISTEMA DE ESGOTO FOI PROJETADO, MAS PARA NÃO PAGAR IMPOSTOS, VÁRIAS PESSOAS CANALISAM SEUS ESGOTOS DIRETAMENTE AO RIO. DOENÇAS DE PELE SÃO FREQUENTES NOS SURFISTAS. MESMO POSSUINDO POTENCIAL PARA AS ONDAS É UMA PENA E UM ALERTA AOS AMIGOS CHARRUAS PARA QUE NÃO PERMITAM TAL SITUAÇÃO EM SUAS PRAIAS, EM QUE O HOMEM DESTROI A NATUREZA QUE LHE FORNECE AS ONDAS PARA A PRATICA DO SURF. "ÉS UNA LASTIMA". ATÉ A PRÓXIMA, SEGUE ALGUMAS ONDAS SOLITÁRIAS DO PICO. MAURO Image Image Image Image Valoración:   Votos: 1  



JOAQUINA E LA ROCA PELADA

JOAQUINA E “ LA ROCA PELADA” A Joaquina é a principal praia de surf da ilha de Florianópolis, quebra, com vento Nordeste, varia de tamanho e intensidade podendo gerar “olas” de 0,5 a 3 metros. Sempre fui a Joaquina para presenciar os grandes campeonatos que começaram a acontecer na década de 80, primeiramente com os “OP PRO”, ‘ que aconteciam nos meses de verão e era o grande acontecimento do surf no Brazil da época. Em 1986 aconteceu o primeiro Hang Loose , etapa da ASP, que marcou a volta do Brazil ao circuito mundial e rolou em ondas épicas de 6 a 8 pés em seu inicio. Tive o prazer de ver o bi campeonato de Tom Carroll nas ondas da Joaquina em 87 e 88. Esta praia sempre foi um local de grandes eventos, mulheres bonitas, boas festas e ondas. Na maioria das vezes estava hospedado na Praia do Rosa ou na Guarda do Embaú. Com vento nordeste estava sempre acostumado, a estas ondas, a Joaquina sempre ficava em segundo plano. A partir de 1987 comecei a encomendar pelo menos uma prancha ao ano da Tropical Brasil. Fazia as encomendas pelo meu amigo Renato Rosa, gaúcho residente em Florianópolis e ia pegar pessoalmente a “tabla” na fábrica. Em 1993 encomendei uma 6.6 , toda amarela, com quilhas pretas. Sai de Porto Alegre, numa quinta feira pela manha. Cheguei a ilha perto das 17:30 horas. Era mês de setembro, depois de toda viagem não poderia deixar de cair no mar. A solução mais próxima era a Joaquina. Havia sido inaugurado a pouco tempo a iluminação que possibilitava o surf para horário noturno. Consegui chegar a praia depois das 18:00 horas. O vento era nordeste, havia ondas em torno de 1,5 a 2 metros. Existia uns 50 tablistas no mar, sua maioria, nativos da ilha. Entretanto existia uma forte corrente de norte. Nestas situações se deve entrar pelo canal que existe entre uma rocha quase totalmente submersa e a famosa pedra CARECA ou LA ROCA PELADA. Entrei pelo canal, entretanto peguei uma corrente que me colocou com a pedra careca nas minhas costas. Levei toda a série na cabeça, o que me fez ser jogado direto na Careca, tive o long rasgado nas costas e pernas. Voltei a praia, com todos os amigos e desconhecidos a me observar. Já era noite, não me contive, tentei outras 2 vezes, ambas com o mesmo resultado, não cheguei ao pico, vi vários surfistas pegarem uma onda atrás da outra,e , por fim tive que abandonar a praia totalmente sem forças, com uma tabla nova com várias perfurações e a roupa de borracha totalmente destroçada. Se tivesse com uma roupa mais leve teria sofrido cortes profundos. O sentimento foi o pior possível, já era um surfista experiente e sucumbi a pedra careca na frente de vários amigos e nativos que estavam a me observar bebendo “cerveza” em cima das pedras. Pelo que notei foi somente comigo tal incidente neste dia. Portanto, a Joaquina com bom tamanho e corrente deve-se tomar muito cuidado ao entrar no pico. Um dia depois estava no Rosa Norte pegando ótimas esquerdas e testando a tabla nova. Levei alguns anos para super o incidente e testar novos desafios na Joaquina.Como poderia ter sucumbido se estava acostumado a pegar na Vila, Guarda e Rosa Norte ondas maiores sem qualquer problema. Essa é a questão de não ter conhecimento total do pico, não entrar no mar depois de 8 horas de estrada e durante a noite. Foi o preço que paguei. Hoje, tal incidente, esta superado, mas tive minhas marcas. A Joaquina não é só mulheres, campeonatos, festas e algumas ondas. Ela tem seus desafios, que para mim se chamou o pesadelo da PEDRA CARECA. A tabla era muito boa, entretanto a perdi em 1994 no Peru, depois de perder as 3 quilhas na maré baixa de Senhoritas. Coloquei no telhado do Hotel para secar e tentar o conserto entretanto o sol do deserto fez o bloco quase regredir, e perdi totalmente a prancha. Caros amigos Paipeiros o surf tem seu desafios, suas marcas e suas perdas. Segue fotos do pico em tamanho médio para baixo, com a careca amostra. Um Abraço e boas ondas. MAURO Image Image Valoración:   Votos: 1  



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