WCT BRAZIL – BATERIAS
WCT BRAZIL – BATERIAS
DIA 03-11, as ondas no inicio da manha continuavam pequenas, com vento maral, prejudicando muito o surf. Foi marcada uma chamada para p meio dia e as 14:00 começou oficialmente o campeonato. A praia da Vila foi tomada por imenso crowd. Era difícil tentar chegar para obter boas imagens das primeiras baterias. O destaque foi Slater que obteve a maior nota do dia. O gaúcho Rodrigo Dornelles, já garantido para o WCT do ano que vem passou sua bateria muito bem indo direto para 3ª fase. Os brasileiros obtiveram boas performances. O que chamou a atenção foi quando Slater saiu de sua bateria e quase não conseguiu chegar ao palanque , pois foi cercado pelo público, que mesmo no Brazil o tem como um ídolo, sendo muito simpático , em detrimento de muitos locais.
Taj foi pegar ondas na praia do Rosa no final de tarde, estando sem qualquer surfista estrangeiro ou do “tour” ao seu lado. Pelo contrário, sempre acompanhado dos funcionários do hotel , o que me leva a pensar que esta buscando um maior contato com o público local para ter a torcida ao seu lado e assim vencer como no ano passado.
Dia 04-11 as baterias iniciaram as 7:00 da manha. Por esta razão poderia ser mais fácil fazer uma analise mais precisa do que estava a rolar. A galera da night ainda não se fazia presente no mar. As previsões aconteceram e o mar subiu com ondas entrando no outside com 1,5 m com possibilidades de crescimento. A etapa continua na praia da Vila pois o vento esta quase parado e não atrapalhava.
A primeira bateria do dia e que passo analisar foi a de MARCO POLO X LUKE STEDMAN X TAJ , abateria foi totalmente dominada por Marco Pólo, catarinense, com notas acima de 8 em sua primeira onda a 2 minutos de bateria. Luke ficou toda a bateria pegando ondas intermediárias e com baixa pontuação. Taj tira uma nota acima de 9 faltando 4 minutos para o termino o que não o ajudava pois mesmo assim teria que trocar a segunda nota. E faltando 20 segundos vira a bateria contra o brasileiro. A experiência no WCT foi fundamental para virar a bateria. Taj como no Rosa no dia anterior, levou os funcionários surfistas do hotel que o acompanhavam no dia anterior e forneceram a eles as pulseiras vermelhas que dão acesso as aéreas restritas dos competidores. Taj tinha torcido até na área VIP do evento.
A 2ª bateria, CJ X RAONI MONTEIRO E PETERSON ROSA, foram marcado pelo surf de um só surfista. Raoni dominou amplamente a bateria, não dando qualquer chance aos demais. CJ não pegou qualquer onda importante ou que empolgasse. Peterson até pegou duas ondas de bom tamanho , mas não conseguiu ou não completou manobras suficientes e radicais como as de Raoni.
A 3ª bateria, teve GABE KING X BERNARDO “PIGMEU” MIRANDA X TOM WHITAKER, a mais fraca que vi nestes primeiros dias, King venceu mas quase foi vaiado. Pigmeu surfou pequeno como diz seu nome.
A 4ª bateria foi entre OCCY X MICHAEL CAMPBELX LEO NEVES – Occy foi muito aplaudido, pessoalmente queria rever o seu surf , que sempre me chamou atenção pelo “backside agressivo”, chamado pelo locutor do evento como “touro indomável”, não obteve boas notas, mas sempre com estilo muito bonito. Deve ser o ultimo ano no circuito que desde 1983 esta presente. M. Campbel, não possui qualquer agressividade , seu surf esta baseado no chamado “estilo convencional”. Leo Neves dominou a bateria desde seu inicio. Buscou sempre o outside, o bicampeão brasileiro fez manobras finais muito bonitas, com aéreos que giravam e se tornavam no ar 360 e não caia da prancha. Occy depois da bateria falou que fazia questão de estar no Brazil, pois foi aqui que foi campeão mundial em 1999, e que na época já estava eliminado da etapa do Brazil e Teco Padaratz venceu a bateria do seu adversário direto, lhe dando o título que jamais esqueceria o Brazil. Legitimas palavras de um campeão mundial.
A 5ª bateria foi entre SHAUN. CANDELL X JOSH KERR X ROYDEN BRYSON BRYSON – O sul africano Bryson da nova geração mostrou um bom surf. Mas Cansdell mostru mais espírito de competição e ganhou a bateria, fazendo o que os juizes gostam de ver, mas nada que empolgasse o público.
Essas foram as baterias que pude assistir e passar alguma coisa ao Paipo. Neco venceu sua bateria, deixando Mineiro na repescagem. E Marco Polo consegue eliminar Pancho Sulivann do campeonato, tambem pela repescagem. A tarde o vento sul entrou com força e as baterias da repescagem rolaram com mar mexido e menor com ½ a 1 m. As praias de sul, como Rosa e Silveira as ondas não estavam mexidas e as condições eram bem melhores.
Existe já a opinião em Imbituba que esta não é a melhor época para o WCT, que os meses de junho a agosto são mais constantes e com ondas bem maiores. Taylor Knox disse que era contrário pois no inverno as brasileiras não iriam a pria de biquini. O que me chamou atenção foi que Vitor Ribas e Raoni , não trocavam de prancha, só o tamanho das quilhas. Alguns tops tinham pranchas com epoxi, sem longarina e com fibra de carbono nas bordas, que diziam ajudava nos aereos. Um abrazo a todos, Mauro.
Fotos : 1) Leo Neves - 2) Neco e famila - 3) Marco Polo – 4) Raoni – 5) Slater – 6) TAJ – 7) Trio WCT Brazil do passado Fabinho Gouvea – Teco Padaratz e Piu –

Fanning.

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