MEMORIAS DE SUNSET

MEMORIAS DE SUNSET


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Esta é Sunset nas condições do texto.

Tenho muita preocupação de trazer ao Paipo informações diretas quanto a realidade que cerca o mundo do surf. O Rosaldo Cavalcanti foi no passado um dos tops surfers do Brasil, e atualmente escreve muito bem sobre o esporte. Passo a transcrever, um pouco de suas lembranças sobre SUNSET, que desejo compartilhar com os Paiperos.


Guardo boas recordações de Sunset beach. Um dia em especial eu não esqueço. Final dos anos 90. Tinham poucos surfistas na água. As séries passavam dos 15 pés e o canal estava começando a fechar.

Remamos eu, Burle, Bruno Lemos e um outro amigo do Rio, o Jorge André. Lá fora apenas Michael “Munga Barry”, Mike Latronic, Ross Clark Jones e mais uns dois havaianos que até hoje eu não sei dizer quem eram.

Tomar uma série na cabeça é o pior que pode lhe acontecer num Sunset deste tamanho. Na verdade, o pior pesadelo é cair no drop da primeira da série e tomar o resto na cabeça. Perigo de morte.

As ondas em Sunset estão entre as mais poderosas do North Shore. Só mesmo uma bomba em Waimea pode ser tão ou mais forte. Aposto que se fosse feita uma pesquisa entre os maiores big riders havaianos, a disputa entre Sunset e Waimea pelo título de onda mais poderosa seria bastante acirrada.

Eu já tomei umas duas séries inesquecíveis na cabeça. Uma em Sunset e outra em Waimea. Em ambas às vezes fiquei debaixo d’água durante duas ondas seguidas e por alguns milésimos de segundo pensei que fosse morrer afogado.

Graças a Deus, nas duas ocasiões tive oxigênio suficiente para suportar o caldo e chegar à superfície antes que a terceira onda quebrasse. Sobrevivi! Mas jamais vou esquecer os momentos díficeis que passei debaixo d’água. Meu instinto de sobrevivência e meu bom preparo físico na época me salvaram.

De volta à aquele dia épico em Sunset, além de tomarmos cuidado para não levar nenhuma série na cabeça, surfamos, literalmente, altas ondas! Todos. Sem exceção.

Dias de ondas boas, principalmente em Sunset 15 plus, são assim mesmo. Inesquecíveis! Ai que saudades do Hawaii!


Não poderia deixar o Paipo sem ter o conhecimento deste belo texto do Rosaldo Cavalcanti.Até a próxima, Mauro.


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