MAIS FOTOS II
Marzo 4, 2007, 3:28 pmMAIS FOTOS III
Marzo 4, 2007, 3:25 pmMAIS FOTOS
Marzo 4, 2007, 3:21 pmHAOLE
Marzo 4, 2007, 3:17 pm
HAOLE
O termo “haole” é usado pelos havaianos para determinar aqueles que não eram locais. Estes termos foram levados aos extremos e o localismo virou uma chaga dentro do esporte. Os “black trunks” muito bateram nos brasileiros. A única atitude contra tais atos é respeito ao local e demonstração de competência dentro do mar.
Em sentido contrário, venho mostrar aos amigos uruguaios , de onde vim e onde cresci . Tramandaí possui a sua melhor onda, postada ao lado de um píer, denominado plataforma, erguida por pescadores, em forma de “T”. A onda que quebra no lado esquerdo do píer de frente para o mar se chama “Backdoor”. O lado direito se denomina “Malvina”. As melhores ondas são as que quebram na ponta do “T” e acabam nos pilares de sustentação da plataforma. A minha preferida é a esquerda do backdoor, que com um bom tamanho e vento terral é maravilhosa. O período de março a junho são os meses mais constantes. Existe um canal para se chegar ao “outside” por baixo do pier, em que se tem que tomar todo o cuidado para evitar acidentes, seja pelos pescadores ou pelas conchas afiadas que se grudam nos pilares. O local é marcado por belas gatas e por surfistas de certa idade. Localizada a 120 Km de Porto Alegre, é uma boa opção nos dias de boas ondas.
Existem próximo , outras duas boas opções em torno de 20 Km ao sul e norte do píer de Tramandaí. Cidreira ao sul possui um píer sem muito “crowd” e com um “T” menor. Atlântida ao norte é um dos berços do surf gaúcho, a plataforma é mais curta , entretanto, o “T” é largo. Há alguns anos após uma grande ressaca parte do lado direito caiu. Estando o surf a mercê de restos de ferro e concreto a poucos metros da onda.
O surf ao lado do píer é único e diferenciado, lembrando o surf praticado em alguns locais da Califórnia, entre eles onde é praticado o tradicional “OP”.
As fotos falam por si só , era meu dever mostrar a malvina\backdoor aos amigos. Um grande abraço . Mauro Escobar
Valoración:
Votos: 1
[ más.. ]
[ más.. ]
SHAUN TOMSON - UM CAMPEÃO MUNDIAL
Marzo 4, 2007, 2:55 pm
UM CAMPEÃO MUNDIAL
Shaun Tomson, campeão mundial em 1977. Sul Africano, revolucionou o surf da época, por atacar as ondas havaianas, principalmente Pipeline, em que de “backside”, manobrava dentro dos tubos. Nos anos 80 teve embates clássicos com Tom Carol. Mesmo fora do circuito da ASP há vários anos, é respeitado pelo seu legado ao surf. Shaun Tomson surfista sul-africano, durante dez anos foi o único não-australiano a ganhar o título de campeão mundial, até Tom Curren quebrar a hegemonia aussie.
Shaun Tomson dispensa apresentações. Com 51 anos hoje, foi o campeão mundial de 1977, além de ter ficado entre os seis melhores competidores do mundo de 1976 até 1984. As lições que aprendeu com o Surf, como confiar nos instintos, andam paralelas com a sua vida. Depois de 14 temporadas no circuito mundial, se aposentou em 1989. Seu livro Surfers Code (Código de Surfista), lançado em novembro de 2006, compartilha 12 simples lições que ele aprendeu em sua infância na África do Sul durante o regime do apartheid e nos campeonatos em muitas das mais famosas praias do mundo. Seus autógrafos são acompanhados de mensagens como “Keep surfing in your heart” ou “Surfing is the only life.”
No começo de 2006, ele e sua mulher perderam seu filho de 15 anos. Mas ele está acostumado às dificuldades da vida, como na vez que seu pai, treinando para a equipe olímpica de natação, teve seu braço estraçalhado por um tubarão. Ou quando seus negócios foram por água abaixo.
A vida continua. Morando na Califórnia, perto de um de seus picos favoritos, Rincon, em Santa Bárbara, ele passa o espírito do surf para jovens surfistas e para todos os não-surfistas ao seu redor. Continua a surfar todos os dias. De fato, um dos 12 mandamentos de seu livro diz: “Eu vou pegar uma onda todos os dias, mesmo que seja na minha mente.”
No HANG LOOSE 1986, campeonato que marcou o retorno do Brasil a competições internacionais em seu território, após um boicote de vários anos, o sul africano esteve presente. O evento ficou marcado por grandes ondas em seu início, bombando ondas de 2,5 metros na Joaquina . As enormes esquerdas fizeram a alegria dos competidores e colocaram “Floripa” no cenário mundial pela primeira vez. Somente nas finais o mar diminuiu.
A ilha estava lotada de brasileiros e estrangeiros . Havia várias opções à noite de festas e eventos. Na quinta feira do campeonato me lembro que a boate “Shampoo” promoveu o aniversário do sul africano. O homenageado ficou literalmente somente de “cuecas” na festa, tal foi o assédio do público feminino. Diplomaticamente o ex campeão mundial agradeceu a festa e disse que se sentia muito a vontade no Brasil.
A ele é creditado o desenvolvimento do surf em seu país, o crédito de J. Bay ser uma das mais conhecidas direitas do mundo e pela luta contra o “apartheid”.
Nos dias atuais continua pegando ondas e competindo em campeonatos “Masters”, Tompson é um belo exemplo a ser seguido. Sinto-me um privilegiado por ter tido contato com um verdadeiro campeão mundial. Um grande abraço . Mauro Escobar
Na foto uma manobra sólida em Rocky Point.
Valoración:
Votos: 0
[ más.. ]
[ más.. ]
Página :
1