LOCALISMO E SEU INVENTOR
Marzo 29, 2007, 4:24 pm
O INVENTOR DO LOCALISMO
MICKEY DORA foi quem inventou o localismo. O cara é pai dessa escória e como praticamente como todo o local Dora não passava de um idiota e oportunista. Quando percebeu que sua tão amada Malibu havia sido invadida por bárbaros aprendendo a surfar, Dora tentou fechar o pico. Não conseguiu , era muita gente pra ele expulsar, centenas de pessoas de um dia para outro.Isso aconteceu no inicio dos anos 60, portanto bem antes do localismo havaiano, que ainda recebia os holofotes de braços abertos em um North Shore paradisíaco e deserto. Em pouco tempo Dora entrou nas agressões e lesões físicas, perdeu o trono de rei de Malibu e se auto exilou e soltou todo o tipo de ofensa contra o progresso do surf e a indústria.
Quase ninguém das novas gerações sabe quem é o surfista californiano Mickey Dora (1934-2002), mesmo assim seu nome continua sendo citado por alguns jornalistas . Alguns alimentam o mito de um sujeito bom e como fosse uma entidade superior. Em minha opinião ele não é um ídolo, um ícone ou um símbolo. Tenho a certeza tratar-se de uma grande farsa, imputada na mente dos americanos a incentivar o domínio das praias e não respeitar o próximo quando chega pacificamente.
Mickey Dora tinha dinheiro de família e adorava o estilo luxuoso. Em 1950 foi introduzido no surf pelo padrasto, um dos pioneiros do surf americano Gard Chapin. Por toda a década de 50, Dora e seus “brothers”viveram numa Malibu paradisíaca, com altas direitas e sem crowd. Com a explosão na década de 60 do surf americano, principalmente na Califórnia o crowd tomou conta. Dora passou a atuar como xerife no pico, se instalando no local como se fosse um juiz traçando o destino dos demais surfistas não locais como bem entendesse a socos e ponta pés. Trabalhou em alguns filmes de surf nos anos de 63 e 64 como dublê nas cenas de surf. No final dos anos 60, quando o crowd tomou conta de Malibu, ninguém prestava mais a atenção em Dora e seu sentimento de localismo. Contrariado , virou as costas e nunca mais voltou. A Surfer várias vezes publicou matérias fazendo-o se tornar um mito. Um modelo d e”tabla” da época chamado “Da Cat” era baseado no seu apelido pra vender nas surf shops. Aparecia seguidamente em anúncios da Hang Tem e Greg Noll. Seu estilo estava ultrapassado quando surgiram Nat Young e Mike Doyle. Após sua saída de Malibu procurou picos sem surfistas, o que estava cada vez mais raro, e começou a ter problemas com a Lei. Foi extraditado da França por golpes com cartões de crédito e cheque sem fundos. Começou a viver de favor pelo mundo , com os poucos amigos que ainda o agüentavam. Apareceu no Brasil em 1988, em Garopaba, já falando pouco e tentando convencer as pessoas com as idéias mais absurdas, foi embora sem ser notado. Morreu de câncer aos 67 anos. Algumas revistas de surf, Surfer, presta elogios a Dora. Na minha opinião foi uma pessoa que incentivou o ódio entre os surfistas , a agredirem em quem não era local e aconselhava a não respeitar a preferência das ondas se o surfista não pertencia a seu “clubinho”. Os “black truncks” no Havaí, brasileiros mau educados no Rosa, “Junks” da Califónia entre outros são desordeiros bandidos criados nesta filosofia. Mickey Dora foi o pai de todos eles. Se hoje você for a uma praia e o localismo for insuportável, mesmo se portando de maneira correta, agradeça a este bandido. Até a próxima. Mauro Escobar
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