AFRICA DO SUL

AFRICA DO SUL

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Diego Gobatto rasgando J-Bay.


Segue matéria exclusiva do site Ondas do Sul, parceiro do Paipo já a algum tempo, nas direitas perfeitas de J-Bay, trip internacional OndasdoSul/Paipo. Texto do Diego Gobatto e fotos do Marcelo Maseda, que tambem fizeram bonito nas ondas.

Trip Africa do Sul

Segunda-feira, dia de trabalho para a maioria dos seres humanos “normais”, mas parece que aqui em Jeffreys Bay ou tem muita gente desempregada, ou muita gente que largou tudo para surfar altas ondas nesta “incredible Monday”.

O swell chegou, e brindou a barca com altas ondas, verdadeiros expressos de direita. Tudo isso combinado com um belo dia de sol, formou um cenário perfeito para a captação de imagens que vão compor o DVD.

Eram 5h30min da manhã e toda a galera já estava acordada, na angústia de conferir se a prometida ondulação tinha mesmo encostado na costa. E a movimentação já era grande no estacionamento de Supertubes, principal seção da onda, na frente do quartel general da brasileirada. E não era pra menos, séries de 6 pés corriam soltas sobre a bancada de pedras, e a correria pra dentro d’àgua já era grande.

Não estava fácil conseguir uma onda no meio do crowd intenso.
Jeffreys Bay tem um dificultador a mais, que é a entrada e saída do mar, normalmente realizada pelas pedras, é a maior dificuldade

Entre expressos de direita, tombos nas pedras, risadas em casa, segue a expedição do OndasdoSul/Paipo na África do Sul, numa parceria com a Freesurf e Atomic Energy Drink, sempre trazendo o surf diário. E não poderia existir lugar mais apropriado para a locação, pois aqui ou você quebra as direitas, ou será quebrado por elas...

O que falar da chegada à Jeffreys Bay?

Que é uma viagem longa, pois ficamos nada mais nada menos do que 24h alternando entre aviões apertados e esperas em aeroportos.

Que a África do Sul, infelizmente, se parece muito com o Brasil nas suas mazelas sociais, como podemos sentir na pele no aeroporto de Joahanesburgo.

Sair de um lugar como Jeffreys Bay, rumo a nossa casa, já não é uma coisa das mais fáceis no mundo, e quando isso ocorre com fortes emoções, algumas inclusive envolvendo risco de vida, torna a jornada ainda mais desgastante.


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Fim de mais uma surf session.
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O drop.
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Passando a seção.
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A seção.
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A série.
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As linhas.


Deixamos Jeffreys terça-feira de madrugada, rumo a Porth Elizabeth, cidade onde fica situado o aeroporto mais próximo, com destino à capital sul-africana, Johanesburgo. Este trecho correu sem maiores surpresas, e mal sabíamos o que estava por vir. Nosso vôo de Johanesburgo para São Paulo estava marcado para as 10h20min, horário local. Embarcamos preparados para a cansativa viagem de 9h até o Brasil, com a cabeça preparada para agüentar todo esse tempo como se fôssemos sardinhas enlatadas, tal o aperto entre os bancos da aeronave. Ao apontar na reta para iniciar o processo de decolagem, a aeronave acelerou normalmente, até que começamos a notar que estava demorando demasiadamente para alçar vôo, e quando os pneus passaram por cima de sinalizadores existentes na pista, começamos a sentir que alguma coisa não estava certa, e mal terminado esse pensamento, o piloto começou a frear bruscamente a aeronave, os comissários de bordo começaram a gritar “emergency, emergency”, mulheres e homens gritavam em nome de Jesus, nos mais variados idiomas, e o pânico era total à bordo. Contornada a situação, após um longo tempo de freada contínua, a aeronave retornou ao local de origem, quando então o comandante informou que um pássaro tinha se chocado contra uma das turbinas do avião, fazendo com que ela parasse imediatamente de funcionar, obrigando o mesmo a abortar a decolagem.

Entre pessoas chorando, perplexas, fomos retirados da aeronave, a fim de trocarmos de avião, e então seguirmos viagem de volta à terrinha. Pelo menos era isso que esperávamos!

Ao embarcarmos novamente, no início do processo de encaminhamento para a pista de decolagem, a aeronave ficou um longo tempo parada, e começamos a sentir o cheiro de confusão novamente no ar, e não deu outra, fomos avisados que o piloto não tinha total certeza das condições de vôo daquele avião, e que estava chamando a equipe de engenheiros para uma checagem geral. Só nessa “checagem” ficamos quatro horas parados dentro do avião, com notícias escassas sobre o que estava acontecendo, aumentando a angústia de todos.

Com oito horas de atraso, decolamos para o Brasil, onde todos os passageiros que tinham conexão no aeroporto de São Paulo perderam seus vôos, no único momento que a companhia (South African Airways) atuou de forma decente, acomodando a todos e reservando lugares no vôos mais próximos, e depois de 36 horas, chegamos são e salvos à Porto Alegre.

Redação Ondas do Sul. Diego Gobatto e Marcelo Maseda.


Até a próxima, Mauro.



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Visual.
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Rampa de acesso.
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Clássica placa do pico.
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Diego e Marcelo com animais locais.Valoración:   Votos: 1  



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