PUNTA ROCAS - PERU

PUNTA ROCAS Estou a escrever a continuação das ondas peruanas. PUNTA ROCAS é o passo seguinte. Localizada próxima a Punta Hermosa, já na localidade de São Bartolo, é uma ponta de pedras que avança mar adentro. Point Break, poderoso, de direitas e esquerdas. Em frente ao pico existe um penhasco, formando uma arquibancada natural para observar as “olas” em auto mar. Se entra pelo lado esquerdo da ponta de rochas, deve-se ultrapassar um único quebra coco perto da beira da praia que varia de um metro a dois metros, ultrapassado tal obstáculo, chega-se a um canal pelo lado das ondas, a remada leva alguns minutos, mas sem qualquer maior dificuldade, variando a distância da remada pelo tamanho do swell do dia. O canal circunda pelo lado das ondas de direita. Portanto aquele que pega a direita no pico terminará a onda dentro do canal, sem sofrer contratempo. A esquerda não menos atraente, termina em um fundo de pedras raso, não havendo a mesma facilidade da direita quanto a volta ao “outside”. Punta Rocas já foi palco de competições internacionais, tendo o público, visão privilegiada ante a geografia do local. O fundo de pedras suporta grandes ondulações do Oceano Pacífico. Sempre na busca da onda perfeita, tive o prazer de pegar ondas memoráveis em Punta Rocas. Muitos brasileiros buscavam praias de ondas menores próximos a Lima, para fugir do desafio das ondas grandes. De 6 a 8 pés é um tamanho razoável para ser surfado, mas tive o prazer de pegar 10 pés, limite a que me sinto a vontade. Depois disso já enfrento alguma dificuldade, seja por falta de pranchas adequadas, conhecimento ou hábito de conviver com tamanho de ondas deste porte. Mas é mais um desafio a ser perseguido. Sempre usei neste local pranchas entre 7:2 a 7:10 com bom reforço nas bordas. Não esqueça de uma cordinha longa para suportar o tamanho das ondas. Os peruanos chamam as pranchas de “tablas havaianas”. O Peru teve já na década de 60 um grande aporte no esporte, seja por campeonatos ou pelo grande afluxo de surfistas internacionais. O surf, é um esporte há muito enraizado no país e do conhecimento das pessoas. Por mais estranho que possa parecer, os surfistas peruanos ficam posicionados mais no outside, são pessoas educadas, e, desde que respeite a preferência das ondas, não terá problema algum. Sendo comum, após, surfar alguns dias no mesmo pico, seja Punta Rocas ou não, lhe darem bom dia ou boa tarde. São pessoas muito acessíveis, gostam de pegar as maiores, privilegiam a maior onda em detrimento da melhor manobra. Aqueles que você deve tomar cuidado são brasileiros, estão sempre em bando, mal educados, falam alto, ficam embaixo do pico “rabeando” qualquer onda possível. Sem generalizar, meus conterrâneos do Rio de Janeiro e São Paulo eram os que mais causavam problemas. Conheci nas inúmeras viagens a este país cariocas e paulistas de grande dignidade e caráter, entretanto, alguns “queimavam” o nome dos brasileiros. Como foi dito as direitas possuíam um canal facilitado ao contrário das esquerdas, que eram menos disputadas. Diante de tal fato, busquei as esquerdas incessantemente, o que me causou algumas seqüelas , tais como perda de pranchas nas pedras, dificuldade para volta ao pico, longas remadas entre outras. A esquerda quando esta com grande tamanho seja quase a emendar com a onda de Kontiki. Do alto do penhasco se observa claramente as linhas de ondas, e, no local se tem um ditado, deve-se fugir da linha “branca”. O seu significado é o seguinte : se você estiver na linha branca da espuma , certamente terá problemas. Peguei muitas direitas, mas as esquerdas me fizeram ter experiência no local , pois era sabedor do risco que corria. Era necessário saber o “timing” da onda” e o momento certo de sua saída. Muitas vezes uma manobra a mais poderia ser fatal. Onda pesada, o limite entre a borda da prancha e a espuma deve se ter muito cuidado, pois qualquer toque a “vaca” é inevitável. O drop é reto no pico, sendo a cavada fundamental para a seqüência da onda. Em função de serem ondas longas , as manobras podem ter linhas mais redondas para usufruir toda a extensão da onda. Por sinal , podem ser executas várias manobras. A água normalmente é fria, mesmo nos meses de dezembro a março um short manga curta ou longa se faz necessário. Os brasileiros do sudeste e norte do Brasil sofrem com o frio. Nada estranho aos amigos Uruguaios. Para se chegar a Punta Rocas, alugue um carro que com cartão de crédito é muito facilitado ou pegue um moto-taxi , que nada mais é que uma lambreta com um reboque, que pode levar duas pessoas e pranchas. Não esqueça, mesmo estando na beira do mar, você esta em região de deserto, só tome água mineral ou bebidas industrializadas. Frutos do mar e água vendidos na beira da praia, com pouca higiene foram fatores de dissabores para muitos. Ocorreram epidemias de cólera no local. Ao analisar os surfistas e suas nacionalidades, é fácil identificar peruanos, brasileiros, australianos , americanos, europeus e sul americanos. Cada um com uma forma de surfar diferenciada. Algumas vezes fui confundido como norte americano, não sei se pela cor da pele ou tamanho. Os americanos são denominados “gringos”, e, a eles são cobrados outros preços em qualquer venda. Após as apresentações e a nacionalidade verdadeira revelada as portas se abrem. Os sul americanos, são muito bem tratados. PUNTA ROCAS é uma onda de qualidade, quando estiver no local e o mar crescer, não abandone o desafio, pegue as ondas de sua vida. Um grande abraço. MAURO ESCOBAR. Seguem fotos amadoras que relatam a intensidade do local. Image Image Image Image Valoración:   Votos: 1  



ROSA NORTE

ROSA NORTE Na primeira análise das ondas da praia do Rosa, foi focado a ponta sul, agora passarei informações sobre o ROSA NORTE. A ondas quebram com vento norte\nordeste, na ponta da baia, ao lado de morro alto de pedras. No passado na ponta do Rosa Norte existia uma escada destinada a pescadores locais em que os surfistas se aventuravam para chegar a mítica praia Vermelha, principalmente, quando o vento estava de norte e mudava para sul, quando os surfistas estavam no Rosa Norte. Era praia de difícil acesso deveria se subir morro com pranchas e mochilas, chegando já aquecido ao pico. Não existia a estrada hoje existente, que chega quase ao sopé do morro. Local visitado na sua maioria por surfistas. A entrada no pico, é facilitado, por canal de circunda as pedras. Surfistas de todas as faixas etárias se fazem presentes no local. Existem boas ondas durante todo o ano na ponta norte, mas com certeza, nos meses de inverno, as ondas são de maior tamanho. O local é eclético, havendo todo o tipo de surfista , desde “bicho grilo”, competidores, iniciantes, big riders, free surfers e carregadores de pranchas. Existe ainda outro grupo, que vai só para fumar “marijuana” na praia, tendo que a polícia que dar batidas na estrada do morro para coibir tal prática. As coisas mudaram entre o presente e o passado, só uma coisa não mudou, AS ONDAS. São comuns hoje em dia brigas e tumultos por disputas de ondas em razão do grande afluxo de surfistas . Até dias de semana fora de temporada é visto grande número de surfistas no pico. Os longboards estão presentes em grande número, e, posicionados no outside e pela facilidade da remada, muitas vezes pegam as maiores ondas, o que causa a ira dos que ficam em baixo. Ondas entre um metro a dois metros de qualidade são freqüentes no Rosa Norte. Na minha opinião o grande segredo no Rosa Norte é saber fazer as conexões da onda entre o “outside” e o “inside” para se ter uma melhor leitura da onda, e, enterrar as quilhas na areia. Muitos ficam restritos a este limite e não gozam na totalidade da onda. A onda tendo sido surfada na sua plenitude, na direita você estará no canal e voltará ao pico com facilidade, na esquerda terá que voltar a pé pela praia e entrar de novo pois a remada de volta muitas vezes com corrente é muito desgastante. A batida na junção é manobra muito executada. As ondas rolam com maior intensidade no inicio da manha e no final de tarde. A grande dica aos amigos que desejarem pegar ondas no Rosa Norte é chegar cedo, logo ao amanhecer, pois certamente pegará ondas durante algumas horas entre poucos surfistas. A noite é forte na região e leva muitos surfistas a exaustão, chegando as ondas apenas em horário avançado. O frio da água nos meses de inverno é plenamente suportável. Na minha opinião em Santa Catarina, apenas a praia da Vila quebra maior que o Rosa Norte, mas não é tão constante. Acredite na minha sugestão, não vá se perder na noite da região , vá bem cedo ao Rosa Norte e curta as boas ondas, com poucos ao seu lado. MAURO ESCOBAR Valoración:   Votos: 0  



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