PIER DE IPANEMA 1971
O Brasil em 1971 enfrentava um governo militar. O surf era um esporte marginal. O Pier de Ipanema era o auge da contra cultura.
1971 – As praias do Rio de Janeiro estavam ficando poluídas. Como parte dos trabalhos de saneamento, foi construído um píer em Ipanema.
As placas de concreto do píer seguravam os bancos de areia e dunas artificiais surgiram repentinamente.
O fundo do mar em frente à Rua Montenegro tornou-se o melhor das praias brasileiras e as ondas perfeitas e constantes formou uma geração dos melhores surfistas que este país já viu.
O lugar ditou moda, marcou uma época e ganhou fama internacional.
Fora d’água, hippies, Leila Diniz, estudantes em protesto, invasão, Tropicália/baiana, artistas e vagabundos em potencial curtiam assiduamente as areias de Ipanema em frente ao Píer, escondidos que estavam entre as dunas.
Parecia um clube de praia exclusivo. Colunistas sociais dos jornais de prestígio citavam constantemente os freqüentadores do Píer.
Foi na praia do Píer, que Caetano Veloso conheceu Peti, que o inspirou na composição da música “Menino do Rio”.
Pepe, um dos primerios big riders brasileiros surge nesta geração. Sobre Pepe poderia fazer um livro. Mas os que não sabem foi o primeiro brasileiro a ficar entre os 4 primeiros no Pipe Master.Campeão Mundial de Voo Livre, morre em competição quando estava prestes a ganhar o bicampeonato. Até hoje existe a Barraca do Pepe na Barra da Tijuca. Caros Paiperos não sou desta época.Mas em 1979 já escutava os surfistas do Rio de Janeiro contarem histórias do Pier de Ipanema. Tal local não existe mais, foi derrubado e as ondas acabaram no local. Mais uma história aos jovens do Paipo saberem o que ocorreu no passado do surf. Um dos picos de boas ondas, que não existe mais, somentes histórias as serem contadas. Mauro

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