QUIVER

O QUIVER


Surf é diversão, exercício saudável, atividade contemplativa, tempo de reflexão. Você não precisa surfar bem para se divertir. Entretanto um bom “quiver” de pranchas é fundamental.

Um bom relacionamento com “shaper” de sua escolha é o princípio básico para obtenção de boas pranchas. Tamanho , peso, estilo, linha da onda, tipo de manobras são informações necessárias para uma boa evolução dentro do esporte.

Para surfar ondas fortes,grandes e de qualidade, e, se não temos a periodicidade suficientes em nosso local de treino, temos que viajar e morar fora uns tempos em lugares com esse tipo de onda.

Mas num esporte individual, você está sozinho, e você que tem que promover estas mudanças. A escolha do shaper é fundamental para a obtenção de um bom equipamento que lhe dê condições de encarar as boas ondas. Uma prancha adquirida em loja, por melhor que seja, ela foi feita para ser vendida e chamar a atenção de seus olhos. Não existe situação pior dentro do esporte que estar no dia perfeito e no local ideal e não estar com boas “tablas”. A espessura das bordas, tipo de rabeta, a manobra mais desejada, tamanho da onda só com o decorrer do tempo seu shaper conseguirá lhe entregar a prancha ideal, pois já terá observado seu surfe.

Faça uma grande aposta em si mesmo, inicie um relacionamento com o shaper de sua escolha e veja em pouco tempo como você evoluiu dentro do esporte. Pratique a viagem dos seus sonhos e encomende o quiver
ideal para seu biótipo e preferências, a prancha adquirida numa loja nunca lhe dará esta opção. Tenho usado o seguinte quiver : 6:8 Tropical Brasil, 7:0 Tropical Brasil, 7:00 Steerboard, 7:4 Steerboard. Existem bons shapers no Uruguay, escolha o de sua preferência e monte um relacionamento duradouro para a evolução do seu surf. Um grande abraço. Mauro Escobar
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MUNDIAL MASTER 2007

Os amantes do surfe terão o privilégio único de poder assistir os primeiros ídolos e grande mitos do esporte a partir deste ano. A Gate Eventos, empresa de Teco Padaratz que já organiza o WCT Brasil, também adquiriu a licença para a realização do Mundial Masters da ASP e confirmou o primeiro evento para os dias 04 a 10 de junho na Praia de Itamambuca, em Ubatuba, no litoral norte de São Paulo.
Palco dos antigos festivais da década de 70 que deram início às competições de surfe no país, Ubatuba agora vai receber grandes estrelas como os ex-campeões mundiais Tom Curren, Tom Carroll, Barton Lynch, Martin Potter, o já tricampeão mundial masters Gary Elkerton, entre tantos outros, incluindo até o atual presidente da ASP, Wayne Bartholomew, que possui dois títulos da categoria Grand Masters, vencendo a última edição em 2003 no Havaí e a de 1999 na França.
O próprio Bartholomew esteve no Brasil para assinar a licença concedida para a Gate Eventos para realizar a competição nos próximos três anos no Brasil. “É um prazer estar no Brasil oficializando a realização do Mundial Masters aqui neste país apaixonado por surfe. Esse campeonato já teve algumas edições, em 2000 esse limite da Grand Masters mudou para 45 anos e o objetivo é elevar esta categoria para acima de 50 anos de idade”, explicou Wayne Bartholomew, na coletiva de imprensa em novembro em Imbituba.
Na coletiva de imprensa, Teco Padaratz fez questão de ressaltar: “Este evento não será realizado apenas por Teco Padaratz, mas sim por este trio que realiza o WCT Brasil desde a sua primeira edição em Santa Catarina, que sou eu, o Xandi Fontes da FECASURF (Federação Catarinense de Surf) e o Avelino Bastos da Tropical Brasil. Serão baterias incríveis com grandes nomes como Tom Carroll, Tom Curren, Gary Elkerton, Shaun Thomson, todos ainda surfam muito bem e podem surpreender o público que estará presente.
Tenho idade para competir na categoria master, mas competir com Curren, Carroll, Lynch, Potter....... aí é demais, mas presenciar as baterias que vão rolar já vai ser um grande privilégio. Devemos prestigiar os grandes ídolos do passado. Não sei se a praia escolhida foi a melhor opção.Um grande abraço. Mauro Escobar

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TOM CARROLL

Considerado um dos ícones do esporte, Carroll entrou em 79 para o circuito mundial da ASP e, desde então, teve uma constante ascensão em sua carreira, subindo da 24ª posição em 1979 para a 17ª em 80; até chegar entre os cinco melhores em 82, onde permaneceu durante toda a década.

Em 1983, o australiano de Newport venceu três campeonatos consecutivos e conquistou seu primeiro título mundial. Em 84, foi campeão mundial novamente, além de ser considerado o surfista mais popular entre o público.

No final dos anos 80, tornou-se conhecido como um verdadeiro mestre nas ondas havaianas. No primeiro campeonato que disputou em Pipeline, em 79, foi um dos finalistas. Depois, foi o primeiro surfista a vencer três vezes o Pipe Masters, um dos mais tradicionais eventos do circuito mundial - o que lhe rendeu o apelido Mr. Pipe. Além de uma Tríplice Coroa Havaiana.

Em 1985, Carroll aderiu ao protesto contra o regime de apartheid na África e não participou dos eventos naquele país, facilitando o caminho para que Tom Curren chegasse ao título mundial. Essa atitude fez com que diversos atletas também aderissem à causa.

Sua carreira foi caracterizada pelo bom condicionamento físico, versatilidade, força e precisão nas manobras. Porém, sofreu diversos problemas de saúde, como rupturas no estômago e nos ligamentos, chegando até a reconstruir um dos joelhos. O intenso treinamento que realizava certamente o ajudou a prolongar sua carreira no circuitomundial. Além dos treinos físicos e técnicos, Tom Carroll foi um dos percursores da preparação mental entre surfistas. Sua estratégia motivacional foi fundamental para derrotar os adversários como Curren e Occy, que o próprio tom julgava serem melhores e mais talentosos que ele. Afim de superar qualquer insegurança, Tom trabalhou muito o emocional e sua auto estima. Seu objetivo era acreditar na vitória. Ter certeza que estava pronta para vencer. A consequência disso foram os dois títulos mundiais que Tom Carroll conquistou durante sua brilhante carreira. Qualquer surfista que sonha em conquistar o título mundial, independente de seu talento natural e do passaporte que carrega, tem que estar fisicamente e mentalmente preparado para surfar o seu melhor em qualquer condição de mar. Grande ou pequeno. Liso ou mexido. Não importa. Antes de Tom Carroll, acreditava-se que os surfistas não precisavam treinar fora d’água.


Em 88, Tom assinou seu primeiro contrato milionário com a Quiksilver. Em 93, ele abandonou as competições, porém seu relacionamento com a empresa dura até hoje, onde atua como chefe internacional da equipe de atletas da marca, entre outras funções.

Quando comecei a pegar onda , era a fase do fenômeno MARK RICHADS, que dominou o circuito de 79 a 82, era um competidor nato, e acreditava-se que ninguem podia alcançá-lo. Slater conseguiu dobrar o que parecia impossível. Mas Carroll na época me parecia o surfista que causava melhor impressão, pois treinava em demasia, executava uma preparação física impecável e dominava Pipe. O meu primeiro contato foi no primeiro Hang Loose/86 em que ficou em segundo lugar, evento que fez o Brasil retornar aos eventos internacionais. Entretanto sua marca e minha admiração foi consolidada em 87 e 88, Carroll venceu os dois eventos na Joaquina, mostrando um surf diferenciado aos demais. Portava-se como um legítimo campeão mundial, embaixador do surf. Sempre me pareceu o surf de Teco Padaratz espelhado no estilo de Tom. Um abraço mauro escobar

Segue momentos memoráveis de Carroll em Pipe e suas belas pranchas Byrne.

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