“FORA HAOLE”

“FORA HAOLE”
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Esta imagem foi tirado por um paipero charrua que ficou chocado com o comportamento de alguns brasileiros que se achavam donos do pico nas praias da Fortaleza de Santa Tereza.

A foto acima me traz muita revolta e indignação. Esta matéria foi feita com muita tristeza , mas muito necessária para que todos saibam minha posição sobre o assunto.

Tenho como obrigação informar que este assunto foi muito debatido com os brasileiros e causou muito revolta pela atitude tomada por alguns. Troquei ainda algumas idéias com Juanto e Pela sobre o tema.

O surf é um esporte que impõe um estilo de vida diferente dos demais. Não há melhor sensação que estar em um pico com altas ondas rodeado por amigos.

O surf, com o passar dos anos cresceu muito , mas a sua filosofia e seus princípios continuam os mesmos.

Na década de 80 quando conheci as praias da Fortaleza de Santa Tereza não foram uruguaios mas surfistas de Santa Vitória e Rio Grande que se faziam mais presentes. Com o passar do tempo houve aumento de surfistas tanto uruguaios como brasileiros. A região de Santa Tereza sempre foi marcante o convívio sadio entre os surfistas, mesmo que em alguns momentos um ou outro grupo, fosse maioria. Não admito falta de respeito, não respeitar a preferência e ser mal educado no pico tanto de brasileiros, charruas, argentinos ou qualquer outro. A linguagem do surf é universal.

A foto mostrada e os atos praticados, as quais recebi informação, são um desrespeito total com o pico. Me somo e apoio a todos os paiperos que ficaram indignados com tal situação.

Tenho na lembrança certos fatos que me acompanham. Me lembro muitos bem anos atrás quando chegava em Punta Hermosa, reconheci um amigo , Marcelo Teixeira, que estava hospedado no Hotel . Percebi logo que estava com um corte que rasgava um dos pés de uma ponta a outra. Uns 30 pontos. Esse corte fora ocasionado em uma praia desconhecida chamada “Pepinos”, no meio do deserto a uns 100 KM de Punta Hermosa. Além de meu amigo estava seu parceiro de nome Guto, hoje representante da Hang Loose e um grande amigo. Dois surfistas brasileiros de São Paulo que chegaram em um carro locado, não respeitaram o pico só com 4 surfistas. Um deles passou com a quilha sobre Marcelo depois de não respeitar a preferência. Além disso não prestou qualquer socorro mesmo estando de auto. E ao sair ainda ofendeu o Marcelo. Depois de 10 dias, com Punta Rocas rolando entre 6 a 8 pés, recebi a informação que os dois estavam a chegar no pico. Fui direto ao que gerou a lesão. Retirei o seu relógio skidiver, uma neopreme, 180 dolares de sua carteira e rasguei ao meio seu passaporte. Quebrei ao meio duas tablas e disse que na próxima vez eles é que iriam ao Hospital. Depois de 15 dias sem surfar, meu amigo estava na fissura e foi pegar onda. A noite começou a passar mal , os pontos infeccionaram, tremia e tinha minha febre. Tive que avisar sua família, e, o embarquei no primeiro avião. As férias que tinham sido encerradas sem poder surfar foram geradas por um surfista do mesmo país que não respeitou a preferência e não prestou socorro.

Em outra oportunidade no backdoor num dia de boas ondas já havia sido “enrabado”(termo usado no Brasil) várias vezes por um mesmo surfista. Quando o questionei o porque de sua atitude, ele me disse : “tu és um atolado”e nunca vais me acompanhar na onda. Depois disso na próxima onda, novamente o mesmo surfista tentou fazer a mesma coisa. Joguei a prancha na sua perna. Era mês de dezembro, pelo que sei, só voltou a surfar em março. Nunca mais entrou em minhas ondas.


Sei que tais fatos não acontecem só com brasileiros mal educados. O Juanto me contou que a poucos dias teve que se estressar com surfista charrua que conhece a muito tempo que não respeitava ninguém. O localismo e a falta de respeito é um mal que acontece em todo o lugar. O mais grave é não ser local e achar que é.



Nas vezes que possa ter pego a onda de outro sempre tive a humildade de pedir desculpas, seja o prejudicado um grande surfista ou um mero iniciante. Minhas histórias não são exemplo para ninguém, mas faço questão de mostrar que sempre lutei contra situações como a que ocorreu na Fortaleza. A minha matéria, relatos da vida, constante ao lado do blog , contam um pouco disso e outros incidentes

Sei dos problemas ocorridos em Floripa com alguns Paiperos. Sempre me coloquei a disposição no Rosa ou qualquer pico em que tenha livre acesso, que tais situações por mim serão enfrentadas. O nosso grande Carcaman e sua trip de tabloneros esteve em Imbituba e Garopaba pegaram altas ondas e não tiveram qualquer problema. Deixaram uma ótima imagem. Respeito ao pico, não pegar o onda do outro, não chegar falando alto e ser educado são essenciais ao bom relacionamento.

A Fortaleza não pertence ao Brasil e continuará assim. Os brasileiros devem chegar como visitantes e assim devem se comportar. Sei que estou nesta situação.

Esse fato foi comentado por mim com outros surfistas. Ninguém achou certo o que foi feito. Ser visitante, se achar dono do pico e ainda afrontar os locais foi um grande erro. O verão esta chegando , como serão tratados os brasileiros que forem pegar ondas no Uruguay. A atitude errada de poucos poderá afetar muitos que nada fizeram por tal erro. Posso dizer aos amigos que este não é o pensamento da maioria. Falta de respeito deve ser condenado em qualquer local e hora. Tenho dois compromissos no mês de dezembro. Um deles é quando chegar na Fortaleza é saber se ainda existe algum brasileiro colocando avisos como sendo dono do pico, e, se ainda estiverem no pico tomar atitude. Se não rolar uma mudança de comportamento pacificamente será de outra forma. Estas pessoas se tentarem surfar ao meu lado receberão um tratamento todo “especial”, daqueles que ninguém quer receber. O aviso foi dado.

O outro compromisso é fazer contato com o maior número de Paiperos e colocarmos os assuntos em dia com um grande “asado” .

O erro de poucos não pode causar prejuízos a muitos. Os autores das palavras da foto se não mudarem suas atitudes perderão pranchas e equipamentos e não vão surfar quando eu estiver no pico, podem ter certeza.

Caros amigos, peço desculpa pelos atos destas pessoas. Este não é o pensamento da maioria.


Me sinto na obrigação de colocar nesta matéria minha posição e meu pensamento. Na Fortaleza sou visitante e tenho que me comportar como tal. Um abrazo a todos e boas ondas. Mauro


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Surf Munique


SURF MUNIQUE


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Na Copa do mundo da Alemanha vários amigos me disseram que viram na Europa o surf em rio. Não na Pororoca, mas em rios com grandes correnteza em função das cheias. O surf é um esporte sensacional, sempre que aparece alguma possibilidade , sempre existe um surfista tentando pegar alguma “ola’. Caros paiperos, estando na Europa e longe do mar Munique é uma opção. Lembra a onda de piscinas de ondas, com o surf quase parado.

Os surfistas modernos parecem não ter mais limites. Nem mesmo geográficos. Imagine, os caras estão surfando em Munique… na Alemanha!

Pois é, os locais de um canal que fica bem ao lado do museu “Haus der Kunst” estão se esbaldando com sua mais nova descoberta: um surf spot em plena Munique. Que, para quem não sabe, fica a algumas centenas de quilómetros do oceano mais próximo.

Em certos dias, durante o inverno, a correnteza é tão forte que acaba formando ondas, por assim dizer, perfeitas para nossos irmãos alemães. E, pelo jeito, o surf nos canais de Munique está cada vez mais popular. Vai chegar o dia em que uma fila será necessária para controlar o crowd. Ah, e ainda tem uma vantagem…em Munique não tem "TIBURON".

Abraço e boas ondas, Mauro.

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EL DESAFIO FINAL

EL DESAFIO FINAL
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www.wavetoon.com.br


Agora pra valer. 20 picos, 20 ondas.



PREMIAO :

a) CD surf sessions
b) DVD Rip Curl Search Arica 2007.
c) DVD BILLABONG Frothing
d) VHS ENDLESS SUMMER II


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REGULAMENTO :

I - 20 PICOS, MAIOR NMERO DE ACERTOS VENCE.
II O VENCEDOR ESCOLHE UM DOS PRMIOS.
III MANDAR NOME E ENDEREO PARA mspe39@hotmail.com
IV RECEBE O PRMIO PELO CORREIO.
V UMA SEMANA DE APOSTAS
VI USAR S UM NOME



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Fotos de 01 a 05


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Fotos de 06 a 10

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Fotos de 11 a 15

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Fotos de 16 a 20

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Este o desafio final, jogo limpo e muita boa sorte a todos. Arriba Paipo 2 anos.Mauro

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SANTA CATALINA – PANAMA

SANTA CATALINA – PANAMA
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As incríveis ondas de Santa Catalina , no Panamá nos foram enviadas pelo grande amigo “Fred” e sua “surf orange tour”. Uma viajem de 5 horas de carro desde a capital, em direção oeste. Tom Curren comparou a onda a Sunset. Definitivamente o Panamá é um bom destino de surf.

Fotos incríveis e uma bela matéria. Santa Catalina é chamada de a SUNSET centro americana. Ondas pesadas e um desafio para poucos . Visual incrível , “olas” com uma floresta ao fundo. Águas quentes, clima tropical, bons preços e alguma dificuldade de chegar ao pico. Noites “calientes” regadas ao ritmo da região. Um país cortado pelo canal e banhado por dois oceanos. Trip completamente diferente daqueles acostumados a Costa Rica. A capital “Ciudad del Panamá” e a cidade do Canal são alguns lugares em que se encontra algum progresso e desenvolvimento.Estradas ruins, insetos, doenças e o uso indispensável de “condon” são características das praias de surf. No pico não há disputa com outros surfistas, mas com sigo mesmo, se você é capaz de enfrentar o desafio. Drop difícil e reto e uma boa cavada são o grande segredo. Curtam um pouco Santa Catalina, boas ondas e até a próxima, Mauro.





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WAVETOON


WAVETOON


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Wavetoon – é uma criação dos amigos Torrano e George. O surf sempre é o tema principal. Esta dupla a tempos mostra talento na sua arte. O Uruguay é a nova meta da Wavetoon. Os Paiperos serão os primeiros charruas a desfrutar desta bela criação , voltada inteiramente ao esporte das ondas. Muitos personagens, belos desenhos, belas gatas , muitos picos e “buenas olas” sempre. A melhor “surf stories” do mundo. Uma ilha de muitas praias e muito surf.



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Existe um personagem , muito parecido com um tablonero famoso do Paipo, que seguidamente esta a fazer incríveis manobras com seu longboard. WWW.WAVETOON.COM.BR




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Em breve serão lançados os livros também no Uruguay. www.WAVETOON.COM.BR

É um privilégio ter Wavetoon em nossas páginas. Até a próxima , boas ondas. MauroValoración:   Votos: 0  


Ficheros añadidos
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QUE PLAYA ES ? NUEVO II


Vamos fazer mais um teste para saber se os paiperos conhecem os picos de surf. Na ultima materia, pode ter havido vazamento de informações. As fotos agora serão cifradas. Serão 10 picos, 5 no Brazil e 5 no mundo. Acho que poderíamos estipular com Pela e Juanto uns regalos para os vencedores. Vou tentar fazer ninguem descobrir. Portanto as fotos de 1 a 5 no Brasil e 6 a 10 no exterior.

Brasil

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Exterior


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FUTEBOL – BRASIL X URUGUAY

FUTEBOL – BRASIL X URUGUAY

Mesmo sendo surfista e tendo o surf como o esporte de preferência, o futebol nunca foi algo desconhecido ou não praticado.

Foi um grande jogo entre Brasil e Uruguay neste dia 21-11-2007. Qualquer uma das equipes poderia ter vencido. O futebol, tanto para brasileiros como uruguaios sempre foi uma grande paixão. E não podemos fazer uma análise por apenas este jogo, neste grande clássico do futebol mundial.

O Brasil ganhou as copas do mundo de 1958, 1962 e 1970 por ter neste período grandes craques e um jogador superior aos demais chamado Pelé. Seus números são insuperáveis, 1.400 gols, 3 copas do mundo e 2 títulos mundiais interclubes.

Depois de 1970 o Brasil teve que mudar para 24 anos depois ganhar uma nova copa do mundo. Os tempos já tinham mudado, só com técnica e craques não bastavam para vencer. Dizem que 1994 foi a copa de um jogador, Romário. Não concordo, pois havia um outro craque, chamado Dunga. Um jogador com garra e luta que nunca desistia da luta até o último minuto. Jogador nascido no Rio Grande do Sul e com estilo da fronteira de atuar.

Em 2002 , haviam bons jogadores, mas havia um treinador chamado Luiz Felipe, técnico gaúcho, que mostrou que para vencer havia necessidade de força, luta e muito combate.

Esses ensinamentos que fizeram o Brasil novamente vencer foram baseados na força do futebol gaúcho. Os clubes brasileiros principalmente dos Estados de São Paulo e Rio de Janeiro sempre tiveram mais dinheiro para contratar melhores jogadores. Mas os principais times gaúchos Grêmio e Internacional venciam estas equipes com melhores condições e jogadores.

A força e a garra, foram obtidas graças ao estilo de jogar dos uruguaios e argentinos. O Internacional , mesmo com um bom time não conseguiu ganhar em 1980 do Nacional de Montevideo, na final da Libertadores. O gol de Vitorino no Centenário e o empate em 0x0, deu o título.

O Grêmio já sabia da garra uruguaia e já tinha em sua equipe o lendário zagueiro Ancheta.O goleiro Corbo também ganhou títulos. E em 1983 trouxe De Leon, para ser o capitão do time para ganhar uma libertadores em cima do Penharol, que na época tinha um grande time, com Morena seu grande craque. 1x1 no Centenário e 2x1 no Olímpico. De Leon levanta a taça, com sangue escorrendo pela cabeça, após bater na trave para tirar a bola de dentro do gol , que seria o empate do Penharol. A foto é histórica para todos os gremistas. No final do ano vence o mundial. De Leon ganhou muitos títulos e levantou muitos troféus em Porto Alegre. Um grande jogador.

A garra e o espírito vencedor uruguaio foi fundamental para poder fazer unir a técnica com espírito de luta. O Internacional hoje conta com Sorondo, que acabou se lesionando, mas já mostrou a todos ser um bom jogador. Na década de 90, tendo Luis Felipe como técnico o Grêmio foi quase imbatível. O time era composto de jogadores médios, nada de excepcionais, mas com grande disputa e luta. Estes ensinamentos o técnico tirou dos uruguaios e o levou a um mundial e a vencer uma copa do mundo. Os demais times começaram a trazer outros jogadores, como o São Paulo, que foi campeão do mundo em 2005, graças a luta de Lugano.

O futebol do Uruguay bi campeão mundial e olímpico tem suas conquista e sua história. O título de 1950, com o Maracanã com quase 200 mil pessoas foi uma grande demonstração de força. Ghigia calou um pais inteiro.

A fronteira nas cidades de Chui/Chuy e Livramento/Rivera só acontece algum problema com as duas cidades quando existe algum jogo das duas seleções ou jogo de Libertadores entre times gaúchos e charruas. Se não for time do sul , não há qualquer problema. Eu pessoalmente estava em Rivera na Copa América de 1995, inauguração do Estádio Atílio Paiva, sendo sede de todos os jogos do Brasil. Foi emocionante Brasil e Argentina, pelas semifinais, em que todos torciam pelo Brasil, fossem Uruguaios e Brasileiros. Na final , 1x1 no Centenário, Uruguay campeão nos peanltis. Bencochea foi um grande jogador neste dia e autor do gol de empate. A Copa América a equipe celeste venceu muitas vezes, inclusive dentro do Brasil. Mesmo no Brasil, ocorreu um jogo em que metade do time do Brasil apanhou e saiu derrotada no jogo e no boxe.

Dario Pereira, Pedro Rocha e Pedro Forlan foram outros que jogaram muito bem no Brasil. Rodolfo Rodrigues foi um goleiro excepcional quando jogou nos times brasileiros. Mesmo na Copa do Mundo de 1970, com o Brasil com o maior time de sua história e seus melhores jogadores, o jogo mais perigoso e difícil deste mundial, foi a semifinal entre Brasil e Uruguay.

Um grande jogador uruguaio que vi jogar, mas com a camisa do River Plate foi Francescoli, que venho a Porto Alegre, e, mais de uma vez deu a vitória a seu time. Quando vi Recoba receber a missão de suceder o craque vi que não estava a sua altura. Recoba tecnicamente um bom jogador, mas que não consegue, nos momentos decisivos vencer. O lateral Diogo, foi um dos poucos que conseguiu parar o melhor jogador do Grêmio da época chamado Renato gaúcho. O único jogador que deixou uma imagem ruim em Porto Alegre e no Grêmio, foi o chamado “Loco Abreu”. Vivia em festas e noitadas na cidade e mal conseguia treinar. Mesmo hoje na seleção, não acho que seja um grande jogador.

Tive uma boa impressão este ano na Libertadores do time do Defensor, que eliminou o Flamengo e contra o Grêmio, ganhou de 2x0 em Montevidéo e em Porto Alegre foi eliminado nos pênaltis. Se tivesse jogadores um pouco mais experientes teria outro resultado. A Copa América deste ano , vencida pelo Brasil, o jogo mais difícil foi contra o Uruguay. E Lugano ter perdido o pênalti decisivo foi uma injustiça com um grande atleta. O juiz errou , pois o goleiro do Brasil, avançou no mínimo 3 metros.

No entanto nos últimos anos vi a celeste com muita tristeza, tendo nos últimos anos perdido a chance de ir a copas do mundo ou indo com grande dificuldade. Com todo o respeito para com seleções de Equador , Paraguai e outras. De menos tradição da América do Sul, não pode o Uruguay ficar atrás desta equipes. Da mesma forma Penharol ou Nacional ficarem fora de uma libertadores ou fracassarem contra times colombianos, venezuelanos e outros sem qualquer tradição.

Mas hoje vejo uma boa equipe. Forlan é um jogador fundamental, Cristian Rodrigues e Inácio Gonzáles tem um bom futuro pela frente.

O resultado do jogo desta noite foi ruim para o Uruguay, mas jogou muito bem, poderia ter vencido. O goleiro brasileiro fez grandes defesas. O Brasil teve menos chances de gol. O Brasil teve que retirar um de seus melhores jogadores, Ronaldinho, para poder marcar e segurar o resultado. Coisa nunca pensada em outros tempos no Brasil. Fazia 8 anos que o Brasil não ganhava dentro do Brasil contra a Celeste. Por outro lado empatar com o Chile em 2x2 dentro do Centenário não foi um bom resultado. Existe uma nova geração, com muito talento, que pode dar muitas alegrias ainda. O jogo contra o Brasil mostrou isto.

O Uruguay sabe jogar contra o Brasil, sempre um grande disputa. Atualmente os brasileiros preferem jogar contra seleções da Europa a enfrentar a garra uruguaia. A Argentina não consegue o mesmo desempenho do Uruguay contra o Brasil. Tem seguidamente perdido e com muitos gols.

A atual seleção celeste tem um bom futuro e que busque forças e garra para voltar ao topo das competições, lugar onde nunca deveria ter saído. Nunca esqueçam, o Brasil teve que copiar o estilo de luta e garra do Uruguay para voltar a vencer. Atualmente não se ganha tendo somente bons jogadores, mas com um time, não um grupo de jogadores.


Fotos :

1 - Hugo de Leon , com a taça da Libertadores para o Grêmio.

2 - Ancheta, ganhou títulos com os gaúchos e parou Pelé.

3 - Corbo , campeão com Grêmio.

4 - Francescoli, um dos grandes do Uruguay que vi jogar com a camisa do River Plate.

5 - Loco Abreu, uma dos poucos fracassos do futebol uruguaio no Rio Grande.

6 - Sorondo, a serviço do Internacional.

7 - Brasil e Uruguay, um grande classico do futebol mundial, Forlan x Robinho.

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QUE PLAYA ES ? NUEVO


Caros Paiperos vou ter que dificultar a coisa aos amigos. Pensei que jamais saberiam descobrir os picos da materia anterior. Erro meu, estavam todos ligados. Mais um desafio 5 playas, todos picos do Brasil.

Aguardo a resposta.Mauro.

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Que playa es V ?


Na intenção de saber o conhecimento das playas dos paiperos, quero saber o nome de cada uma. Todas são olas de picos do Brasil.

3 fotos , 3 picos, que playa es cada ?

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BANDERA

BANDERA

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Esta bandera não estava solitária durante o Panamericano no chile. Havia toda a "selecion celeste" a ajudar os atletas, havia os tablistas charruas que estavam no pais, havia o Paipo e havia outros que podem ter nascido em outro pais mas tem o maoir respeito e dedicação pelo surf do Uruguay.

Por parte de mãe tenho sangue da fronteira Rivera/Livramento e há mais de 20 anos conheço as olas da região da Fortaleza. A foto abaixo é de 20 anos atrás e só tem uma bandera nas minhas costas.

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Na minha opinião seria um total desrespeito com os paiperos escrever em espanhol com erros de minha parte, pois não domino o idioma em sua escrita. Tento passar um pouco de minha experiência ao site. Sou um mero colaborador. As fotos que tiro são amadoras.

Mas existe duas coisas que levo comigo, uma é o surf e a outra é o Paipo no peito.


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Muito obrigado a todos os paiperos que me deixaram mensagens de apoio.Um abrazo a todos, muitas materias novas em breve, com muita garra e falando de surf. Mauro.Valoración:   Votos: 1  



RIP CURL – WALLPAPERS

RIP CURL – WALL PAPERS

A RIP CURL marca tradicional australiana, tem um passado que se confunde com a história do surf. Os wallpapers da Rip Curl , mostram grandes surfistas do passado e do presente que pertencem ao seu “casting”. São imagens raras que não poderiam deixar de ser mostradas no Paipo. Alguns hoje possuem idade avançada, mas aparecem no auge da carreira. Mauro.

Fotos :

1 – Wayne “Rabbit” Bartholomew. Campeão Mundial 1978.
2 – Gerry Lopes. Mr. Pipe e descobridor das ondas da Indonésia, no set de “Conan de Barbarian”.
3 - Mark Richards. Campeão Mundial 1979/1980/1981/1982.
4 – Nicky Wood. Promessa australiana, não ganhou o mundial mas ganhou muitas etapas muito jovem, sendo bi campeão da etapa brasileira em 1991/1992.
5 – Michael Ho, irmão mais velho do campeão mundial Derek Ho, big rider havaiano, bons resultados nas etapas do Havaii.
6 – Wayne Lynch e Larry Bertleman, o primeiro australiano o segundo havaiano, surfistas muito radicais e inovadores da década 70.
7 - A primeira fabrica da Rip Curl.
8 – Cheyne Horan, Wayne Lynch e Terry Fitzgerald. O Cheyne 4 vezes vice campeão mundial. Terry antológico surfista aussie.
9 – Kelly Slater, o maior surfista de todos os tempos.
10 – Simon Law – Top Asp.
11 – Brad Gerlach, californiano radical ex Top Asp.
12 – Tom Curren . Americano tri campeão mundial 1985/1986/1990.
13 – Mick Fanning . Australiano, campeão mundial 2007.
14 – Pancho Sullivan. Top WCT.

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LONGBOARD - CARLOS BAHIA por ANDRES "PICHIBUL" TORRES y PAIPO BRASIL


LONGBOARD – CARLOS BAHIA

Carlos Bahia não é mais uma simples promessa da nova geração do longboard do Brasil, ele virou realidade e está mostrando ao mundo as suas ondas lá fora . Atual campeão brasileiro e na luta para defender o título este ano, Bahia mais uma vez sobe ao pódio em uma evento internacional, desta vez em Puerto Escondido, no México. O local de Maresias foi convidado para participar do tradicional Campeonato Central Surf Longboard Invitational, que reuniu os melhores atletas do mundo para encarar uma difícil missão: os famosos tubos de Puerto. Carlos Bahia encarou morras perfeitas de até 8 pés, derrotou o havaiano Lance Hookano nas quartas, mas foi barrado pelo americano Andrew Logreco nas semis. Ao lado dele, também participaram do evento os veteranos do long brasileiro Amaro Matos e Picuruta Salazar. Todos obtiveram bons resultados durante a competição, mas Bahia foi quem representou a bandeira sul americana na terceira posição do pódio.

Esta foi a segunda vez que o jovem atleta, de apenas 24 anos, completa um pódio internacional em 2007, afinal, Bahia dividiu a glória brasileira com o atual campeão mundial Phil Rajzman e com o vice-campeão Danilo Mullinha, na França, onde também garantiu o 3º lugar no campeonato mundial. O grande talento do longboard esteve no Chile, no pan-americano da categoria. Luta no Rio de Janeiro na última etapa do Petrobras Longboard Classic e quem sabe, levar o caneco novamente para casa.

O surf desse baiano, erradicado a vida inteira na Praia de Maresias, se mostra mais amadurecido nesta temporada e promete um belo espetáculo para o público carioca, na última etapa do Petrobras Longboard Classic, que acontece dias 23, 24 e 25 de novembro, na Praia da Macumba.

O Carlos Bahia em Iquique enfrentou a “selecion celeste”, o Pichibull observou muitas baterias, e, pode nos passar algumas informações dentro e fora do mar.

No Panamericano Phil ficou em primeiro e Bahia em segundo.

Sobre o evento no México teve seu preparo no dia-dia mesmo, pois as ondas de Maresias e Paúba favorecem no preparo físico e mental. As ondas no México são um pouco parecidas, porém, bem maiores e o impacto mais forte. Esteve muito ansioso, para conhecer o México, em especial Puerto Escondido, já que era um grande sonho seu.

Esteve no pódio, em quatro eventos internacionais que participou. Mais uma vez esteve entre os melhores do mundo. Sem contar o Chile.

Passou uma situação na bateria das quartas-de-finais, na qual teve de ser resgatado pelo jet, pois uma onda o engoliu e o varreu para longe.


Conheceu uma das melhores ondas do México, que foi cenário de uma das etapas do WCT. Lá, ele pode surfar com todos os amigos da trip,sendo eles: Amaro Matos, Picuruta Salazar e Marcio Natureza.

As fotos que seguem, foram todas tiradas no México, no campeonato internacional:

FOTOS

1) Campeonato.

2) Drop.

3) Cavada.

4) Tubo.

5) Tubo.

6) Tubo backside.

7) Quiver.

8) Podium.

9) Tubo.

10) Resgate.

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O nosso atleta Paipo, Andrés “Pichibull” Torres passa agora algumas informações do que sentiu no Chile a respeito do Carlos Bahia e sobre o longboard.

Paipo : Andrés qual è sua opinião sobre o surf do Bahia ?

Te cuento que hoy em dia el jueceo de Longboard há cambiado, ya no va mas eso del 50% radical y 50% clasico y que si no lo cumplias te restaba valor.
Por eso el Surf de Bahia esta siendo muy tomado en cuenta, lo mismo que el de Phil, estan a la vanguardia em el Surf de Tablon.
Metiendo la maniobra que la ola pide, com uma excelente lectura de la misma, o sea que si dà para um Hang ten lo hacen, y si dà para um off the lip tambien lo meten, siempre en la parte mas critica de la ola.

Paipo : Que manobras que viste ele fazer ?

Como te decia su repertorio es amplio, y cuando puede combina muy bien los 2 estilos, aunque la ola de Iquique no pedia mucho caminar el tablon y si pegar maniobras mas de tabla.

Paipo : Que diferença existe entre o surf do Bahia e o do Phil Razman?

Creo que Bahia tiene mas el estilo del Tablon clasico, despues em lo que se refiere a maniobras modernas andan muy parecido, como batidas verticales bien en el ojo.

Paipo : Como esta a diferença entre a equipe brasileira e a uruguaia ?

Nosotros estamos acostumbrados a olas mas llenas, por eso es que curtimos mas caminatas y maniobras de nose.

Despues la experiência que tienen los 2 em los mundiales se nota muchisimo a la hora de competir, ni que hablar del quiver.

Paipo : O que pode ser feito para vencer os brasileiros ?

Yo creo que lo que falta es experiência y hora de surfing, no veo que sean imposibles de vencer.

Es mas em la bateria con Phil, tanto Antonio como yo quedamos a 4 puntos aprox. que en si es uma ola regular.

Yo creo que el tablon esta creciendo em Uruguay y el cambio de critério em el jueceo nos puede favorecer bastante.

Paipo : O que pudeste notar de novo na equipe brasileira de longboard ?

Lo que destaco son los tablones Hobbie de Phil, sin duda es lo que se esta usando hoy em dia, todos em epóxi, com tecnologia de punta TUFLITE.

Muchos de los que quedaron em punta usan esa tecnologia en sus tablones.

Paipo : Como estiveram as “olas” em Iquique ?

Agarramos um buen mar los primeros 3 dias, luego comenzo a bajar, igual creo que a nosotros nos favorecia que no estuviera muy grande ya que no es la ola em la que entrenamos aca.

Paipo : Andrés, quais são seus próximos objetivos ?

Ahora solo surfear con los amigos hasta el circuito del año que viene y viendo la posibilidad de correr alguna etapa fuera del pais, sea del ALAS y em Rio Grande do Sul.

Gracias Mauro por tener em cuenta mi opinion em el tema tablon y por tu apoyo incondicional en la ida a Chile!!


Fotos :

11 ) Andrés y Carlos Bahia

12 ) Andrés y Phil Razman

13 ) Podiun Carlos Bahia y Phil Razman en Iquique


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WCT - BACKSTAGE

WCT – BACKSTAGE

Ao termino da ultima matéria sobre o WCT BRAZIL, foi dito que aconteceram muitas festas e shows e peguntei em resposta a um contarios se interessada saber coisas além das baterias e as olas.

O Rial, diz o seguinte :

“ Claro es la mejor parte esa y nunca sale ningun lado!!!!”

A linguagem do surf é universal. Existes fatos, que, ocorreram durante o WCT Brazil, que jamais vão aparecer em revistas, reportagens ou televisão. Tais fatos que nesta matéria, tentaremos mostrar ao Paipo.

Fotos : 1 – Slater sendo perseguido após bateria.(exclusivo Paipo)
2 – Fanning sendo carregado nos ombros Joel Parkinson é o primeiro, Occy esta do outro lado, só parece um pedaço do cabelo e os demais são da equipe Rip Curl.(exclusivo Paipo)
3 – Garotas, garotas............



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Os atletas ficaram divididos em 3 grupos : os brasileiros, com muitos atletas, sem um favorito e sem um claramente identificado pelo torcida. Antes do inicio do campeonato, já informava a possibilidade de um atleta desconhecido e não pertencer ao circuito surpreender. Citei o caso de Heitor, inclusive editei uma foto sua. Entrou no campeonato como convidado. Não havia um brasileiro favorito. Quando Fabinho ou Teco venceram na etapa brasileira, todo o público estava focado em cada um deles. Foram muitos brasileiros, ms nenhum com apoio ou com incentivo dos próprios competidores nacionais.

O segundo grupo era do K. Slater. A grande maioria da torcida e da imprensa estava voltada nele. As baterias entre Kelly e algum brasileiro , ficava dividida. O americano era assediado quando ia entrar no mar, quando saia do mar, quando chegava na área da competição. Durante toda a sua estada no Brazil ele foi perseguido e assediado.

O terceiro grupo foi de australianos, em que os atletas se uniram em um nome M. Fanning e grande pressão da Rip Curl. Quem comandou este grupo foi Occy. Taj não tinha apoio, somente se ocorresse disputa contra Slater e Fanning tivesse fora da disputa.

Rolaram muitas festas na janela da disputa. Teço Padaratz era o organizador do evento e foi que trouxe a etapa para Imbituba. Atualmente ele trabalho para a televisão Globo do Brazil , no canal de esportes ESPORTV, que transmitiu todas as baterias diretamente para a TV. Além disso possui uma banda, onde canta e toca bateria. Uma mistura de rock, folk e ritmos havaianos. Ocorreram apresentações em Imbituba e num destes shows Slater se fez presente a cantou muitas músicas. Teço por ter desde muito cedo corrido o circuito mundial, dominava o idioma e tinha grande acesso com todos os competidores. Rolaram 3 dias de festa no Mar del Rosa só para o campeonato, muitos tops, inclusive o ex nº 1 da ATP, Gustavo “guga” Kurten estava lá e se deu bem. Dizem que nesta festa CJ foi fundo e na bateria contra Leo Neves esta sem gás algum.

Taj se mostrou muito receptivo com os brasileiros para tentar buscar algum apoio que mão tinha com os australianos. Dizem que a galera que estava com ele de brasileiros estava fumando “marijuana” no Rosa.

Na bateria em que perdeu , faltava ainda um minuto para começar a bateria de Fanning já estava no canal para se posicionar. Taj pega uma onda e Fanning entra na área de competição e recebe abraço dos australianos. Taj poderia ter virado a bateria, mas tanto seu adversário como de Fanning pararam tudo e não se preocuparam com a bateria.

Otton não praticou a luta anterior contra os brasileiros ou demais atletas na final. Occy fez seus compatriotas carregarem Fanning nos ombros. Deu mole e amarelou para Fanning. Toda a Rip Curl estava mobilizada. Occy falou abertamente que saindo circuito, teria que haver outro campeão mundial da Austrália. Falou ainda que volta a Austrália pega a esposa e os dois filhos e fica 9 semanas no Havaí só curtindo a vida.

Taj e Slater foram contatados pelo Paipo e se deixaram ser fotografados. Fanning buscou cativar o público, dizendo que até os 13 anos jogava futebol, o surf era raro. Sempre torceu pela seleção Brasileira de futebol. Mostrou alguns chutes numa bola e vestiu a camisa da seleção do Brazil. Ao ser perguntado se conseguiria obter os cinco títulos mundiais do Brazil do futebol , falou que faria de tudo, mas era muito difícil.

Ao ser perguntado se seria melhor ser campeão do mundo na etapa do Brazil ou no Havaí, disse que : seria no Brazil, pois as festas seriam melhores e iria para Havaí ser pressão só “relax”.

Durante o último dia da competição um golfinho ficou direto no outside da Vila, sempre muito próximo dos atletas. Fanning foi perguntado que deve casar no ano que vem e esta noiva , foi perguntado se dedicava a futura esposa o título, disse que não, mas sim ao golfinho que lhe deu muita energia positiva.

Rodrigo Dornelles o melhor brasileiro no WCT, era um desconhecido na praia, em momento algum teve torcida ou foi ovacionado pelo público. O gaúcho teve apoio de sua família e alguns do rio Grande do sul que estavam presentes. Neco foi o que mais teve incentivo do público, principalmente na bateria em que pegou um tubo. Na bateria em que foi eliminado Famming fez prevalecer seu nome , bem como os australianos. Ele não ganhou a bateria, mas nos bastidores os australianos fizeram muita pressão.

Alguns brasileiros torceram para merrecas, na intenção assim poderiam melhores resultados. Ocorreram muitos pedidos de inicio da etapa quase flat, mesmo tendo muitas previsões de chegada de um grande sweell.

Taj , varias vezes no Rosa pegando onda, quando não tinha baterias ou antes do inicio do campeonato. Sem qualquer australiano, somente com funcionários do hotel , que eram surfistas. Liberou varias vezes o backstage. Muito surf, muito radical e tentou sempre cativar o público, mas falhou no momento decisivo.

Vitor Ribas, fez aniversário na praia , recebeu bolo e presentes para seus 36 anos. Parece que esta selada sua despedida. Conseguiu ser top 3 da ASP.

Fanning veio para o Brazil com um técnico, preparador físico e mais uma equipe de seu patrocinador.

O trabalho dos pilotos de jet ski foi muito elogiado. Toda a onda surfada, o jet pegava o competidor e colocava direto no canal. Os atletas só remaram para entrar nas ondas. Jeremy Flores, que corre pela França, mas nasceu nas Ilhas Reunião, falava fluentemente o espanhol e o português. Estava direto com uma brasileira, daquele tipo que chama a atenção na beira da praia e a levou embora.

Muitas tablas com blocos inteiros. No Brazil se chama longarina, a madeira que une as dias parte do bloco no meio. Não sei o nome no Uruguay. No entanto nas bordas das pranchas muito fibra de carbono. Deste modo era mais difícil quebrar ao meio e ficava mais macia a prancha nos aéreos.

Mesmo tendo um dos patrocinadores uma fabrica de “birra”, a bebida que rolou foi champagne direto.

Um amigo , dinossauro do surf, que já surfou todos os cantos do planeta, gaúcho , local da Guarda do Embaú, perguntei : O que houve com Slater? Foi justa a final ? Com o futuro do surf com Fanning?

“ O Slater ficou esperando a boa onda na bateria contra Otton, e não veio, só boiou” – “Não tem muita diferença de nível, qualquer um arrebenta e ao futuro Deus pertence”.

Slater disse que tem mais público e é mais assediado no Brazil do que nos EUA. Sobre a ex a brasileira Gisele Bunchen disse que são bons amigos. E sobre a prisão em Israel, disse que foi perseguido por paparazzi durante dois dias enão foram nenhum pouco gentis. Sobre a namorada israelense disse também que era uma amiga. Sobre os brasileiros falou que possuem muito talento, mas devem treinar mais nas ondas das etapas do WCT. Jordy Smith foi o eleito como o futuro do surf mundial e só garantiu a etapa da gold cost para 2008.

Com a camisa da seleção do Brazil de futebol prometeu organizar um time de australianos para no ano que vem jogar futebol com um time de surfistas brasileiros antes do inicio da competição.

Muitos ex atletas se fizeram presentes na Vila para prestigiar o evento. Um deles, o ex campeão brasileiro 84 e top 5 da tríplice coroa havaiana Taiu, que hoje esta paraplégico em razão de um acidente nas ondas da praia de Taúba no litoral de São Paulo, foi de cadeira de rodas ao palanque e narrou várias baterias tanto na praia como na internet.

Fanning surfou com o prefeito de Imbituba na praia da Ribanceira. Occy e Whitaker foram os atletas que mais foram vistos nas festas e sempre tinham um copo na mão. O maior medo de Fanning foi a bateria contra Neco, que vinha detonando e tinha toda o publico a seu favor e seu irmão Teço nos bastidores da etapa para poder influenciar. Mas nada disso foi necessário Neco surfou bem menos que o campeão. Rolou festa da Rip Curl em Garopaba, com publico selecionado, Raoni, Pancho Sulivan, Taylor Knox, Fanning, Rickey Basent e toda a diretoria da empresa estavam presentes. Primeiro dando autógrafos e dando material promocional depois foram para a festa. Era muito fácil se dar bem, tinha sempre bem mais mulheres que homens e sempre de boa qualidade. A Mormaii também realizou sua festa. Alguns estrangeiros que não quiseram ir as festas, chamavam garotas que vinham de Floripa numa Van e ficavam no Hotel. Mas uma das melhores foi a que teve o show com a banda do Teco Padaratz e Slater juntos, sem dúvida alguma. Até a próxima.


Festas no Mar el Rosa



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Guga pro nigth.

Festa da Rip Curl :




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Diretoria Rip Curl

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Atletas Rip Curl
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Festa da Mormaii :



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GRANDES OLAS EN WCT IMBITUBA-BRAZIL

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PRIMER IDA A FLORIPA - Andres Curbelo


PRIMER IDA A FLORIPA - Andres Curbelo

Esta materia foi escrita pelo Andrés Curbelo. O texto trata de seu inicio no surf e suas experiências em Florianópolis. Um grande Paipero e um grande texto. Mauro.

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PRIMER IDA A FLORIPA

Todo era más que claro esa tarde de noviembre en los corrales de Santa Lucía del este. Ni siquiera necesitaba intentar explicarlo. Aquellas palabras que en su momento no significaban nada, entonces eran una verdad absoluta. Me sentía bien sentado sobre el tablón, y el movimiento del mar me mantenía sereno como aquel marcito sin viento y totalmente acomodado. Todo encajaba a la perfección; el sol, la marea, el banco, el viento y yo, que sin entenderlo vibraba en completa sintonía, pero siendo a la vez muy conciente de ello.
No salía de mi asombro cuando la señora me explicaba que Florianópolis es una isla. Tiene unas 50 playas -me contaba-. Conozco la gran mayoría y algunas son bellísimas -me decía mientras le agregaba paprica a mi imaginación-. Los miles de carteles al costado de la rodovía avisaban al viajero que la borrachería estaba cerca. ¡Qué manga de borrachos estos brasileros! pensaba mientras escuchaba. ¡Un boliche cada kilómetro y la ruta está desierta! Sentado en el último asiento de un ómnibus aprendí sobre geografía, fauna autóctona, historia, seguridad en las rutas, portugués y lo bruto que se puede llegar a ser.
Había sacado el pasaje de ida dos días antes en la terminal Tres Cruces, pensando cómo haría para mantener la calma en un ómnibus que suponía no sería más cómodo que un interdepartamental. Lo había decidido mientras miraba la tabla apoyada contra la pared y mi hermana me contaba vía telefónica lo conveniente del cambio de moneda en ese momento, la comida, el color del agua y los cerros apretados contra el mar. En mi inconciente jugaba con la idea de que ese iba a ser un lugar mágico para mí, un lugar donde descubriría mi talento natural para cabalgar olas, viviría barato y seguramente conseguiría alguna garota.
La única verdad era que había comprado la tabla un par de meses atrás y un buen amigo me tiró los piques básicos que no entendí en ese momento y que tampoco pude poner en práctica en el verano de la costa de oro. Había empezado a surfar el día que vi a este surfer en una ola de aproximadamente metro y medio corriendo sobre las piedras. En realidad había empezado en mi infancia, mientras veía gente surfando en la tele o en la playa. La tabla envuelta en un acolchado y atada con pulpos a modo de bolso, un par de calzones, la malla de la piscina, dos camisetas y una bermuda en la mochila. Pantalón, camiseta y championes puestos. Los pelos creciendo cada vez más. Así esperaba el ómnibus media hora antes de su partida en la Terminal Tres Cruces. Los documentos y el dinero en la riñonera y un volante con la dirección de la posada Verde Amarello en algún lugar llamado Barra da Lagoa.
Con la misma ropa puesta y ya en el ómnibus de camino a las playas del centro, la pareja me contaba que vivían en Grecia hacía 8 años, pero ella había quedado embarazada y decidieron volverse a Argentina para criar a su hijo con el resto de su familia. Grecia es un paraíso -me decían-, lástima que nos vayamos ahora que estamos aprendiendo el idioma. Me habían escuchado hablar con el vendedor de choclos y se acercaron para compartir sus escasos conocimientos de la isla conmigo. Yo no sabía nada, ellos sabían poco. Estaban de paso por un mes para visitar unos amigos que vivían en una camioneta y que los estaría esperando en la zona habitada de Lagoa da Concepçao.
Mientras me hablaban de sus viajes por las islas griegas el ómnibus salió del centro para recorrer el camino que lleva a praia Mole, pero antes debió subir a escasa velocidad un morro por un camino serpenteante. Sentado en el último asiento junto a la pareja, quedé impresionado cuando llegamos a la cima. La vista de la laguna justo a la hora en que el sol ilumina mejor el agua fue algo que jamás había imaginado. El degradé de colores que iban desde el celeste claro al turquesa profundo permitían adivinar la profundidad en las distintas zonas de esta maravilla. La laguna limitada por los morros y su mata atlántica que llegaba hasta el agua, los paredones de piedra y un cielo totalmente despejado, representaron la visual de bienvenida que nunca me voy a olvidar; sin dudas, lo más cerca que llegué del paraíso.
El ómnibus salía de la Terminal tres cruces y atrás quedaba la ruta, una novia, la familia, amigos, el pasado y cierta seguridad brindada por lo conocido. Adelante se habría un camino de incertidumbre y descubrimiento ya desde antes de la partida. Nunca me perdí antes, menos lo voy a hacer ahora, me decía mientras repasaba un mapita de las rutas de Río Grande do Sur que me dieron en la empresa antes de salir. Pero la verdad es que no tenía idea de lo que estaba pasando, y nunca hubiera imaginado todo lo que me iba a pasar en unos días.
Una guía de turismo animaba el viaje de todos los pasajeros aunque no todos teníamos el paquete de paseos con guía por 10 días. De garrón nos divertíamos con los chistes de la simpática señorita. Ya por las rutas de Rocha queríamos tirarla por la ventana y disfrutar un poco del silencio del alma que el paisaje rochense genera. De todos modos la simpática señorita siguió animando la fiesta, y cuando ya todos sus clientes se habían dormido tuve el privilegio de recibir charla, raciones extra de comida, bebida y mantas de su generosa mano.

¿Qué es lo primero que hace una persona al llegar a un lugar turístico desconocido? Lo más lógico sería buscar una cabina de informes. Primer gran error. La señora, lejos de igualar la simpatía de la guía del ómnibus no se molestó en hablar español o al menos portuñol. Su portugués cerrado me hizo entender que lo mejor sería aceptarle los mapas que me ofrecía y darle las gracias para poder marcharme. Diez metros más cerca de la puerta de salida me crucé con un par de flacos desgarbados, de pelos quemados por el sol y con tablas bajo el brazo. Arremeto contra ellos con una serie de preguntas y gustosos se disponen a hablarme de la isla y sus maravillosas olas. Al parecer este par de argentinos habían pasado un mes en Ubatuba y bajaron al sur a conocer la isla maravillosa. Su consejo fue ir a una playa en el norte que según su experiencia tenía altas olas, tubulares, con tamaño y de un agua azul claro. Llegué al paraíso, pensé. La playa se llamaba Lagoinha y sería el sitio donde cumplir mis sueños según estos dos personajes. Por suerte el destino me llevó por otro camino y nunca llegué a esa playa, que poco tiempo después me enteré que casi nunca presenta condiciones para la práctica del surf.

Esa noche no dormí. La ansiedad no me permitía conciliar el sueño. Una sensación de que algo iba a pasar me invadía y yo no podía hacer nada para evitarlo. Algo que aun me pasa cuando se que al día siguiente voy a surfar un buen mar. Es la imposibilidad de dejar mi mente en blanco, imaginar los mejores días de olas en el pico que creo que voy a visitar y toda la adrenalina que esos recuerdos generan.
Me desperté con el sol saliendo y mi compañera de asiento roncando. El alba nos enseñó el paisaje de la brodovía 101 a la altura de Lagoa, localidad declarada patrimonio histórico de la humanidad por la UNESCO. Laguna de las almas le llaman, por las luces de los barquitos de pescadores que se mueven en busca de sus redes camaroneras. El barrio histórico con sus casas de tejas anaranjadas en la falda del cerro al borde de la laguna denunciaba su antigüedad. Unos kilómetros más adelante pude ver a mano izquierda una especie de cueva natural en el acantilado de un pequeño morro con indios viviendo en su interior. En mi interior algo comenzaba a gestarse, pero faltaría mucho para que brotara a la superficie.
A mano derecha, varios kilómetros más adelante, se veían enormes dunas de arena que invitaban a imaginarme deslizando sobre un sandboard en esos morros desconocidos. La terrible 101 que no terminaba y el vehículo que no paraba de devorar pavimento. Mi compañera de asiento, maestra de profesión y primer maestra de mi viaje me tranquilizaba explicándome que ya faltaba poco. La punta do naufragados, el extremo sur de la isla que comenzaba a divisarse, tan cercana al continente y tan larga y alta, llena de morros con niebla, el agua azul y serena como un lago. Morros y más morros, la mata atlántica a la que ya me estaba acostumbrando y las plantaciones de banana conformaban el paisaje visual en ese momento.
Tuve el privilegio de llegar a cruzar el puente Hersilio Luz. Puente que unía el continente y la isla y que quedaría fuera de uso unos años más tarde. Llegada a la rodoviaria Rita María y descenso del ómnibus. Mochila, riñonera y tabla. Despedida de mi compañera de asiento y de la simpática guía que me había conseguido doble ración para el desayuno. ¡Gracias!

En principio, lo que más me llamó la atención de Roger fue que fuera instructor de surf. Casi un maestro del surf, pues daba clases tanto a iniciantes como a personas que realmente andaban muy bien. Pero yo nunca había escuchado de instructores de surf. Si no hubiera visto como se divertían sus alumnos de todas las edades y como aprendían y disfrutaban con cada ola tomada, hubiera pensado que el individuo en cuestión era un jodedor que había aprendido una buena forma de sacarle el dinero a la gente. Más tarde me enteré que las madres mandaban a sus hijos a las escuelitas de surf para estar seguras que no andaban en drogas y que no se iban a ahogar en el océano.
En el surfshop que queda cerca del puente de la estrada a la barra me contaron que este instructor había sabido competir y conseguir muy buenos resultados, pero quien sabe porqué había dejado la competencia y se dedicó a la docencia. También me quisieron vender un leash usado que por dentro tenía cables de acero trenzado. Es para correr olas grandes –me decía el propietario- mientras me mostraba sus fotos de Perú bajando Pico Alto bien grande. El leash quedó para otra oportunidad, pero el 9.1 que estaba en la vitrina se fue bajo mi brazo.

El primer contraste con mi imaginación llegó en la primera cuadra recorrida al salir de la Terminal. Para llegar a otra Terminal pero de ómnibus internos, había que cruzar una avenida muy ancha por encima de un puente. Sobre éste, una serie de personas con malformaciones que nunca hubiera imaginado pedían limosna a los transeúntes que no despegaban la mirada del piso; no por evitar ver a los mendigos, sino porque sus pensamientos estaban más allá del momento que estaban viviendo. Así crucé centenares de individuos pensando que nada le envidiaba Montevideo a esa ciudad. Eso hasta cruzarme con la primera pareja de lesbianas caminando por la calle con toda la normalidad propia de quien tiene bien asumidos sus deseos. Definitivamente, Florianópolis presentaba sus curiosidades.
Llegado a la Terminal de ómnibus internos me encuentro con una nueva sorpresa. ¡Son 3 terminales! Unos van al sur, otros al centro y otros al norte, pero ninguno circunvalaba la isla como para esperar a encontrar un cartel con el nombre Barra da Lagoa y tirarme de un salto. Me encuentro con un vendedor de choclos y le compro uno. Mientras me hago amigo y le pido información descubro que nunca había probado un choclo como ese. Dos choclos después, un par de empanadas de camarón con queso y un jugo de Ananá, termino de entender que a pesar de haber nacido en la ciudad, el buen señor no conocía mucho más que yo de la isla y me voy a buscar nuevos informantes.
La pareja greco-argentina se despidió cuando vieron a sus amigos esperándoles en una parada junto a la laguna. El ómnibus siguió su camino y tras subir y bajar un par de cerros con vista a Joaquina y mole llegamos a la estrada da barra. Cuando pasamos el puentecito y aparecieron los barcos de pescadores me di cuenta que debíamos estar llegando a algún lugar, y el canal que hace las veces de desembocadura me informó que había llegado. Me bajé enseguida y empecé a caminar junto al canal. Hacía rato que leía carteles en los frentes de las casas con la leyenda “Alugase”, pero no tenía idea de lo que significaba. Por lógica y descarte concluí que la tan repetida palabra significaba algo así como “cuidado con el perro” o “manténgase alejado”. Claro que mis conclusiones no ayudaron mucho a mi búsqueda de techo en la isla, pero con el folleto de la posada, su dirección y teléfono seguro que estaría salvado. Compré una tarjeta telefónica que me pareció excesivamente cara y marqué el número indicado. La voz al otro lado del intercomunicador se encargó de terminar de demostrarme que yo que no tenía ni la más pálida idea de portugués, y que si quería llegar a algún sitio iba a necesitar ayuda.
Caminando llegué a la playa junto a la desembocadura de la laguna y preguntando terminé en un local donde alquilaban bungalow a un precio increíblemente barato para la realidad uruguaya de ese momento. Salgo por la parte de atrás y me encuentro con la mejor vista y otra sorpresa. El fondo del lugar daba a la playa. Más exactamente a la arena de la playa, a unos treinta metros del mar, con vista a los morros y un “olón” increíble para mi en ese momento. En el agua solo dos mujeres. Una en tabla dibujando lindas líneas y otra haciendo bodysurf. Un paquete de galletitas después estaba desenfundando la tabla del acolchado y poniéndole el leash en la arena. Sin ningún preámbulo ni observación del mar me mandé para el agua. Si estas minas hacen lo que hacen así como así, esto va a ser una papita, pensé muchas veces antes de lograr llegar al pico.
Todo aquel que conozca la barra da lagoa sabe que no es un pico que soporte mucho tamaño. Más bien que no soporta tamaño, salvo en ocasiones de días storm, donde generalmente se vuelve uno de los pocos picos surfables de la isla. Este día no estaba muy grande, pero si llegaba al metro y cerrando toda la bahía con un rompecoco de color transparente. Algunas abrían un poco, y eran las que las minas descocían. Cuando el aprendizaje se da de forma gradual, uno tiene tiempo para asimilar las cosas, y esto no representa una caída radical de las creencias.
El primer revolcón fue tremendo, y cuando el labio de la ola me daba en la espalda se me escapaba la tabla sin parafina y a mi me llevaba dando vueltas hasta el fondo. No llegaba a pasar la primera de la serie, y el tubo iba a caer sobre la tabla. La pobre ya había pasado muchas penas en mis manos, y ninguna dentro del agua. No podía dejarla a merced de la ola y que fuera lo que fuera… mejor poner la espalda para protegerla… Se hacen muchas cosas indebidas por ignorancia. En fin… Fue una serie larga y mi primer revolcón en aguas brasileras. Media hora más tarde y después de observar a estas muchachas dándole de bomba a la olita volví a decidir que si dos minas lo hacían tan bien yo tenía que hacerlo espectacular.
Me acerqué a las garotas, remé una ola que me llevó, pero la tabla sin parafina se me fue para atrás y yo para adelante con el labio. De nuevo contra el banco y el tiovivo que volvía a empezar. Digamos que a escasos tres metros de las muchachas, las risas y comentarios sobre mi caída eran muy evidentes cuando saqué la cabeza a respirar. Primer gran lección que venía acompañado con un cachetazo de esos que te mueven el cerebro. Ahí decidí salir a meditar acerca de la humildad, respirar, comer y pensar en comprarme parafina y un traje, pues floripa en primavera no me resultó tan caliente como esperaba.
Mirando desde la orilla mientras calentaba el lomo, vi llegar a un montón de gurises y veteranos todos juntos con sus tablas y trajes. Roger resultó ser un muy buen instructor de surf, y el ver que todos sus alumnos le respetaban profundamente me dio confianza para acercarme a hablar con él. Había llegado con unas diez tablas y trajes. Atrás venía una horda de niños, adolescentes y veteranos. Cuando la clase terminó me arrimé a preguntarle algunos piques para pararme. Quedamos en que a la tarde nos encontrábamos para la primer lección, que en realidad sería la segunda, porque la de la humildad ya la estaba aprendiendo desde que salí de Tres Cruces.
Esa tarde aprendí a pararme y a recorrer algunos metros de la desnutrida pared que puede mostrar la derecha junto a las moles de la barra, como elegir un traje y me enganché para comprar mi primer tablón.
El día siguiente compré mi primer 3´2 “titanium” y mi primer tablón, un 9.1 de un quillón y dos estabilizadores, con colores radicales por lo psicodélico pero muy clásico en su andar.
Así transcurrieron los días en floripa, entre paseos, surfaditas, empezar a adentrarme en la cultura surfera y conocer mucha gente diferente. Desde merrequeros a tipos que se iban a Perú por toda la temporada de invierno a tirarse en Pico Alto. Desde adictos a las drogas hasta budistas que tomaban el surf como forma de liberar el alma. Desde la bondad que otorga la vida pueblerina de los distintos balnearios a la tremenda pérdida de identidad que sufren los indios en las grandes ciudades. Fue un tiempo de aprendizajes, muchos de los cuales no tomé conciencia hasta muy pasado el tiempo.
Pero lo increíble de esta historia es que el bicho del surf no me picó realmente hasta que una vez devuelto al paisito llegué hasta los corrales de Santa Lucía del Este una tarde perfecta en la que todos los factores confluyeron, y me encontré recordando las palabras de Roger mientras remaba una izquierdita de medio metro que de tan buena que fue me llevó desde las piedras hasta la playa sin dejar que me cayera.
“Nuestras moléculas tienen un ritmo de vibración especial que determina nuestros estados de ánimo. Pero cuando estamos en el mar, todas nuestras moléculas vibran de la misma forma que lo hace el agua.”
Y nunca más se me olvidó...




Andrés Curbelo


Fotos :

1 - Moçambique.
2 - Mole.
3 - Joaquina.
4 - Barra da Lagoa.
5 - Santinho.
6 - Armação.
7 - Matadeiro.



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