O final de um ano e começo de outro sempre traz lembranças e recordações. Da mesma forma em matéria de surf no sul do Brasil e Uruguay. É época de ondas pequenas. A costa do Uruguay nesta época as águas já estão com uma temperatura mais razoável aos brasileiros. Para alguns é estranho em pleno verão surfar com short manga curta. Mas nos últimos três anos tem havido algumas alterações neste conceito de ondas, pois vem entrado ondas de qualidade e tamanho que poderia se dizer que eram exclusividade do inverno. Durante 12 dias, do dia 26/12 a 06/01, um dia apenas de vento nordeste, os demais variaram entre sul e leste, e alguns dias e por alguns momentos vento oeste.
Bunda Pesqueros.
La Moza
La Moza entrada no pico.
Bodyboarding , La Moza.
São Miguel , Isabella.
Memo, Punta del Este.
Barra do Chuy.
Havia o lado sentimental de estar ao lado da família e o encontro do famoso “asado” do Paipo, em frente as ondas de Zanja Honda. Mesmo com a crise financeira mundial , a costa do Uruguay continua sendo uma boa opção. A cidade do Chuy , com seu forte comércio, tanto do lado brasileiro como uruguaio, sabe bem receber os visitantes e oferece bons produtos. Mas o destaque foi as ondas na Barra do Chuy, distante 9 km da cidade. Ondas tubulares, na beira da praia, próxima aos molhes que dividem os dois paises como no lado uruguaio no pico da Iemanjá, mais conhecido como “Gustavo Point”. Em que qualquer surfista recebe um tratamento vip.Ondas solitárias, sem qualquer crowd , o legítimo surf com os amigos.
A Barra também é local de morada do grande amigo , surfista e fotógrafo Gustavo “ Tato” Campos que muito bem me recebeu, como sempre. Sem falar no ótimo asado oferecido. Além disso possui uma família sensacional, a qual agradeço, de coração a atenção a mim oferecida.
Pesqueros.
Barra do Chuy.
Memo, Punta del Este.
Pesqueros, direitas e esquerdas.
La Moza.
Pesqueros, quando não havia ondas, sempre havia uma onda.
La Moza, final de tarde.
Barra do Chuy.
Com vento sul e a entrada das ondulações La Moza era o destino certo. Distante 40 km do Chuy, rapidamente se chegava ao pico. No dia 29/12 com a virada de vento de leste para sul, no final de tarde o pico começa a receber a s ondulações. Uma direita longa que vai até a beira da praia. Ao amanhecer na praia já quebrava perfeito. A entrada no pico era pela pedras, muitos brasileiros que estavam ali pela primeira vez, estavam entrado pelo lado errado e ficavam expostos na lage. Alguns quebraram pranchas e tiveram alguns arranhões. Havia na busca das onda a variação entra 8 a 12 surfistas, sendo 30% de uruguaios e 70 de brasileiros.Não houve qualquer incidente, rolaram ondas para todos. La Moza quebrou nos dias 30/12, 04/01 e 5/01.Com certeza uma das melhores direitas da costa do Atlântico.
A praia dos Pesqueros, pertencente ao Parque Santa Tereza, originalmente é uma praia que quebra com vento nordeste, mas nos dias em que não havia onda em local algum, com vento leste, sempre havia alguma onda. Possui um fundo muito bom. Ondas fortes, com canal ao lado das pedras. Uma praia de tombo, com areia grossa e muito fofa. A distância entre onde se deixa os carros até a beira do mar , mesmo sendo pequena , se cansa . Mas um atrativos eram as “bundas” que apareciam no pico. Sempre havia um fotógrafo do Paipo a registrar, sem citar nomes para não comprometer ninguém. Alejo e 9:2 estavam acampados direto no Parque.
La Moza.
Boca da Barra.
La Moza.
La Moza, entrada na bancada.
La Moza.
Bunda local da Barra.
Boca da Barra do Chuy.
Memo, Punta del Este.
La Moza, foto do dia Paipo.
La Moza.
A onda e a bunda, Pesqueros.
Barra do Chuy.
Memo, Punta del Este.
El Rivero.
Cerro Chato
O famoso asado do Paipo de final de ano era uma grande interrogação. No anterior se viajou 750 km para o encontro e Juanto nos ofereceu “una milaneza”. Este ano superados os incidentes o encargo ficou com Emiliano “Pela”. Dia 03/01 mesmo com algumas ondas na Barra , fomos ao encontro em La
Paloma. Não foi difícil encontrar os paiperos. Em Anaconda havia uma onda de quase 0,5 m e no outside na lage de Zanja Honda, havia uma onda um pouco maior. Só havia representantes do Paipo no pico. E para qualquer surfista a primeira coisa que passa pela cabeça era que não haveria qualquer incidente e o respeito dominaria o pico, pois era um surfe entre amigos.
Por incrível que pareço os maiores “garroneadores” do pico eram os “the boss”, primeiro Pela e depois Juanto, não deixaram passar uma onda, sempre entrando na onda de um amigo. Pichibul teve que ir para Anaconda para não ser “rabeado”. Não houve nem respeito ao Fabio, dono do pico. Brincadeira a parte, depois do surf fomos a pousada “La Paloma del Mar”, em que fomos muito bem recebidos pelo proprietário. Quando vi que Fabio “tablonero” assumiu como “asador”, senti que algo muito bom viria pela frente. Apareceram no encontro eu, Gustavo , Isabella , Dani Pela, Juanto, Pichibul, 9:2, Alejo, El Pescado, Manoel, Fabio, Paola, Augusto (Santa Lu) entre outros. Santiago só apareceu no mar, depois teve que ir para casa recuperar as forças, pois tem dado, segundo informações dos demais, muita atenção noite de La Paloma. Um dos destaques do encontro foi a “picanha”(tapa de quadril) e o famoso whisky “30 anos “ do Gustavo. Foi um prazer também conhecer Augusto e sua família. Depois do belo “asado” de Fabio a piscina da pousada foi a melhor opção. Isabella, com menos de 3 anos conseguiu jogar na água Fabio e El Pescado. Havia também o compromisso de trazer as rameras do Paipo ao Brasil aos lendários “surfsauros” e as demais amigos do Paipo no Brasil.
Os picos de Punta del Este quebraram, uma prova disso são as boas fotos do Memo.
Cerro Chato, para tabloneros.
Gustavo Point.
La Moza em frente a lage.
Memo, Punta del Este.
La Moza.
Dani, São Miguel.
Barra do Chuy.
El Rivero.
Pesqueros.
A melhor bunda dos Pesqueros.
La Moza.
Barco brasileiro pescando do lado uruguaio.
Barra do Chuy.
Barra do Chuy.
Memo, Punta del Este.
La Moza, segunda sessão.
Pesqueros.
Boca da Barra.
Barra do Chuy.
Memo, Punta del Este.
La Moza.
La Moza.
Asado Paipero.
El Pescado, Isabella e Fabio.
La Moza, querendo quebrar.
Máfia do Paipo.
Barra do Chuy.
Pesqueros, paipero brasileiro.
Pesqueros
Agora em diante posso recomendar os encontros sob o comando de Pela e Fabio. Espero que mais paiperos se juntem a este grupo. Os Carcamanes não se fizeram presentes, uma lástima.
Boas ondas, bons amigos, boa comida e bons preços nada poderia ser melhor, um abraço a todos. Até a próxima Mauro.
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