TRIP URUGUAY 2008/2009

TRIP URUGUAY 2008/2009

O final de um ano e começo de outro sempre traz lembranças e recordações. Da mesma forma em matéria de surf no sul do Brasil e Uruguay. É época de ondas pequenas. A costa do Uruguay nesta época as águas já estão com uma temperatura mais razoável aos brasileiros. Para alguns é estranho em pleno verão surfar com short manga curta. Mas nos últimos três anos tem havido algumas alterações neste conceito de ondas, pois vem entrado ondas de qualidade e tamanho que poderia se dizer que eram exclusividade do inverno. Durante 12 dias, do dia 26/12 a 06/01, um dia apenas de vento nordeste, os demais variaram entre sul e leste, e alguns dias e por alguns momentos vento oeste.
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Bunda Pesqueros.
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La Moza
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La Moza entrada no pico.
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Bodyboarding , La Moza.
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São Miguel , Isabella.
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Memo, Punta del Este.
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Barra do Chuy.

Havia o lado sentimental de estar ao lado da família e o encontro do famoso “asado” do Paipo, em frente as ondas de Zanja Honda. Mesmo com a crise financeira mundial , a costa do Uruguay continua sendo uma boa opção. A cidade do Chuy , com seu forte comércio, tanto do lado brasileiro como uruguaio, sabe bem receber os visitantes e oferece bons produtos. Mas o destaque foi as ondas na Barra do Chuy, distante 9 km da cidade. Ondas tubulares, na beira da praia, próxima aos molhes que dividem os dois paises como no lado uruguaio no pico da Iemanjá, mais conhecido como “Gustavo Point”. Em que qualquer surfista recebe um tratamento vip.Ondas solitárias, sem qualquer crowd , o legítimo surf com os amigos.

A Barra também é local de morada do grande amigo , surfista e fotógrafo Gustavo “ Tato” Campos que muito bem me recebeu, como sempre. Sem falar no ótimo asado oferecido. Além disso possui uma família sensacional, a qual agradeço, de coração a atenção a mim oferecida.


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Pesqueros.
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Barra do Chuy.
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Memo, Punta del Este.
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Pesqueros, direitas e esquerdas.
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La Moza.
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Pesqueros, quando não havia ondas, sempre havia uma onda.
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La Moza, final de tarde.
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Barra do Chuy.

Com vento sul e a entrada das ondulações La Moza era o destino certo. Distante 40 km do Chuy, rapidamente se chegava ao pico. No dia 29/12 com a virada de vento de leste para sul, no final de tarde o pico começa a receber a s ondulações. Uma direita longa que vai até a beira da praia. Ao amanhecer na praia já quebrava perfeito. A entrada no pico era pela pedras, muitos brasileiros que estavam ali pela primeira vez, estavam entrado pelo lado errado e ficavam expostos na lage. Alguns quebraram pranchas e tiveram alguns arranhões. Havia na busca das onda a variação entra 8 a 12 surfistas, sendo 30% de uruguaios e 70 de brasileiros.Não houve qualquer incidente, rolaram ondas para todos. La Moza quebrou nos dias 30/12, 04/01 e 5/01.Com certeza uma das melhores direitas da costa do Atlântico.

A praia dos Pesqueros, pertencente ao Parque Santa Tereza, originalmente é uma praia que quebra com vento nordeste, mas nos dias em que não havia onda em local algum, com vento leste, sempre havia alguma onda. Possui um fundo muito bom. Ondas fortes, com canal ao lado das pedras. Uma praia de tombo, com areia grossa e muito fofa. A distância entre onde se deixa os carros até a beira do mar , mesmo sendo pequena , se cansa . Mas um atrativos eram as “bundas” que apareciam no pico. Sempre havia um fotógrafo do Paipo a registrar, sem citar nomes para não comprometer ninguém. Alejo e 9:2 estavam acampados direto no Parque.


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La Moza.
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Boca da Barra.
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La Moza.
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La Moza, entrada na bancada.
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La Moza.
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Bunda local da Barra.
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Boca da Barra do Chuy.
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Memo, Punta del Este.
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La Moza, foto do dia Paipo.
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La Moza.
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A onda e a bunda, Pesqueros.
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Barra do Chuy.
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Memo, Punta del Este.
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El Rivero.
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Cerro Chato

O famoso asado do Paipo de final de ano era uma grande interrogação. No anterior se viajou 750 km para o encontro e Juanto nos ofereceu “una milaneza”. Este ano superados os incidentes o encargo ficou com Emiliano “Pela”. Dia 03/01 mesmo com algumas ondas na Barra , fomos ao encontro em La
Paloma. Não foi difícil encontrar os paiperos. Em Anaconda havia uma onda de quase 0,5 m e no outside na lage de Zanja Honda, havia uma onda um pouco maior. Só havia representantes do Paipo no pico. E para qualquer surfista a primeira coisa que passa pela cabeça era que não haveria qualquer incidente e o respeito dominaria o pico, pois era um surfe entre amigos.

Por incrível que pareço os maiores “garroneadores” do pico eram os “the boss”, primeiro Pela e depois Juanto, não deixaram passar uma onda, sempre entrando na onda de um amigo. Pichibul teve que ir para Anaconda para não ser “rabeado”. Não houve nem respeito ao Fabio, dono do pico. Brincadeira a parte, depois do surf fomos a pousada “La Paloma del Mar”, em que fomos muito bem recebidos pelo proprietário. Quando vi que Fabio “tablonero” assumiu como “asador”, senti que algo muito bom viria pela frente. Apareceram no encontro eu, Gustavo , Isabella , Dani Pela, Juanto, Pichibul, 9:2, Alejo, El Pescado, Manoel, Fabio, Paola, Augusto (Santa Lu) entre outros. Santiago só apareceu no mar, depois teve que ir para casa recuperar as forças, pois tem dado, segundo informações dos demais, muita atenção noite de La Paloma. Um dos destaques do encontro foi a “picanha”(tapa de quadril) e o famoso whisky “30 anos “ do Gustavo. Foi um prazer também conhecer Augusto e sua família. Depois do belo “asado” de Fabio a piscina da pousada foi a melhor opção. Isabella, com menos de 3 anos conseguiu jogar na água Fabio e El Pescado. Havia também o compromisso de trazer as rameras do Paipo ao Brasil aos lendários “surfsauros” e as demais amigos do Paipo no Brasil.

Os picos de Punta del Este quebraram, uma prova disso são as boas fotos do Memo.


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Cerro Chato, para tabloneros.
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Gustavo Point.
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La Moza em frente a lage.
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Memo, Punta del Este.
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La Moza.
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Dani, São Miguel.
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Barra do Chuy.
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El Rivero.
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Pesqueros.
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A melhor bunda dos Pesqueros.
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La Moza.
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Barco brasileiro pescando do lado uruguaio.
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Barra do Chuy.
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Barra do Chuy.
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Memo, Punta del Este.
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La Moza, segunda sessão.
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Pesqueros.
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Boca da Barra.
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Barra do Chuy.
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Memo, Punta del Este.
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La Moza.
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La Moza.
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Asado Paipero.
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El Pescado, Isabella e Fabio.
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La Moza, querendo quebrar.
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Máfia do Paipo.
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Barra do Chuy.
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Pesqueros, paipero brasileiro.
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Pesqueros

Agora em diante posso recomendar os encontros sob o comando de Pela e Fabio. Espero que mais paiperos se juntem a este grupo. Os Carcamanes não se fizeram presentes, uma lástima.

Boas ondas, bons amigos, boa comida e bons preços nada poderia ser melhor, um abraço a todos. Até a próxima Mauro.
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Supremacia brasileira no surf de ondas grandes

Supremacia brasileira no surf de ondas grandes


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Foto: Rodrigo Resende, o big rider brasileiro esta na briga pelo bicampeonato mundial de tow-in em Jaws.



O Roger, responsável pelo site do Carlos Burle nos fala da supremacia do surf brasileiro em ondas grandes. Quero ver qual a opinião de cada paipero. Deixem comentários.

Matéria..................

Após o fracasso dos surfistas profissionais brasileiros no ano de 2008, um dos piores, senão o pior, da história do nosso surf profissional, salvando-se as performances de Adriano Mineirinho e Silvana Lima no WCT, e a sensacional vitória de Bruno Santos no Taiti, fica a pergunta: Como será 2009 para o surf e os surfistas profissionais brasileiros?

Ao menos no cenário internacional do surf em ondas grandes a expectativa é positiva, com nossos atletas iniciando 2009 como candidatos ao título mundial de tow-in. Além da garantia de performances consistentes e vitoriosas em todas as competições em janela de espera e nos grandes swells mundo a fora.

Reproduzimos abaixo o texto (com algumas atualizações), publicado na coluna Go Big!, da Revista Surfar, questionando a supremacia brasileira no surf mundial - de ondas grandes.
Supremacia brasileira no surf de ondas grandes
(Publicado na Revista Surfar, coluna Go Big!, edição #03 -Set/Out 2008 )

Lembro-me bem quando assisti em 1998 a matéria sobre o primeiro campeonato mundial de ondas grandes da International Surfing Association, ISA. Fiquei chocado, completamente atônito ao ver imagens sensacionais de Todos os Santos quebrando gigante. O som punk eletrônico arrebatador do Prodigy dava o tom perfeito para aquele que é considerado, até hoje, o evento de remadas com as maiores e mais assustadoras ondas já realizado em todo o planeta. Carlos Burle e Rodrigo Resende, nossa equipe no México, mostravam para o mundo que dali em diante o Brasil estaria definitivamente no topo. Burle, com um verdadeiro show de surf nas morras mexicanas, faturou o título e Rodrigo Resende foi o quinto colocado. O que tornou o Brasil vencedor por equipe em Todos os Santos.
Burle venceu o evento mesmo sendo resgatado de um caldo incrível, que lhe rendeu um corte profundo no rosto e, após quebrar todas as suas pranchas, foi forçado a finalizar a competição com uma 9'6 emprestada pela equipe japonesa.

Com o início do surf rebocado pelo jet ski (tow-in), Carlos Burle seria mais uma vez o centro das atenções no universo do surf mundial. Em novembro de 2001, ele e seu parceiro Eraldo Gueiros desafiariam o maior swell já surfado em Mavericks, situado na baía de Half Moon Bay, na cidade californiana de São Francisco, norte dos EUA.

Mavs é um dos picos de ondas grandes mais assustadores, pelas condições adversas como água e clima gelados. Além de ondas extremamente pesadas e tubarões brancos rondando regularmente o line up. Foi lá que, no dia 21 de novembro de 2001, Eraldo rebocou seu parceiro Burle para uma morra gigante estimada em 68 pés (22 metros aproximadamente). A maior surfada até aquela data em todo o planeta, consagrada no ano seguinte como a grande vencedora do XXL 2002, o prêmio máximo do big surf mundial.

Burle e Eraldo era a única dupla no mar desafiando, sozinhos, as maiores ondas já surfadas no pico californiano. Certa vez ouvi Carlos Burle relatar um dos momentos mais dramáticos dessa sessão histórica para o surf mundial. Burle rebocou seu parceiro para uma das morras mais pesadas do dia. Eraldo não conseguiu passar a gigantesca sessão e foi varrido pela onda, sendo arrastado até próximo das pedras de Mavs. Como havia bastante nebulosidade naquela tarde, início de inverno no Hemisfério Norte, Burle encontrou dificuldades, já que a dupla brasileira estava sozinha no mar, e demorou bastante para fazer o resgate. Após procurar Eraldo por longos minutos na zona de impacto, imaginando que o pior poderia ter acontecido, localizou seu parceiro são e salvo próximo as pedras e executou o resgate.

Aquela tarde de novembro entraria para a história. O surf brasileiro alcançaria o topo do cenário mundial, sagrando-se novamente campeões, graças a performance de seus surfistas de ondas grandes.
Seguindo a trajetória espetacular do nosso "Big Team", me recordo do lançamento no início de 2002 do longa brasileiro Surf Adventures, o filme. E lá estavam os brasileiros Carlos Burle, Danilo Couto e Rodrigo Resende, desafiando grandes swells. Na remada, ou rebocados, com ondas de 45 pés plus em Mavericks, nosso time surfava em igualdade de condições com os gringos, acostumados a encarar ondas grandes em seus países de origem. Como os californianos Peter Mel, Flea, Jay Moriarty(in memorian), Grant Washburn, e o australiano Ross Clarke-Jones. O heptacampeão mundial da ASP, Kelly Slater, definiu Mavs da seguinte forma: "É a onda mais aterrorizante que já surfei, é como uma casa de três andares vindo na sua direção."

Em janeiro de 2003 aconteceu na ilha havaiana de Maui o primeiro grande evento de surf rebocado mundial, o Tow-In World Cup. A competição rolou em condições épicas no pico de Jaws, baía de Pe'ahi, com ondas que chegaram aos 50 pés sólidos e, mais uma vez, nosso time de ondas grandes roubou a cena.

O carioca Rodrigo Resende foi o grande vencedor, em parceria com o havaiano Garret MacNamara, com Carlos Burle e Eraldo Gueiros, finalizando o evento em Jaws na terceira posição. O Tow-In World Cup é considerado o primeiro campeonato mundial de tow-in, fato que tornou Resende o segundo brasileiro a sagrar-se campeão mundial de ondas grandes na história do surf.
Nos anos seguintes pude acompanhar mais de perto a consolidação da hegemonia do surf brasileiro no cenário internacional. Como o vice-campeonato mundial de tow-in de Burle e Eraldo em 2007, as performances sensacionais de Burle no tradicional campeonato de ondas grandes na remada Red Bull Big Wave África, o segundo lugar (Resende/Yuri Soledade), e terceiro lugar (Eraldo/Everaldo Pato), conquistados no Nelscott Reef Tow-in 2007 em Oregon, EUA. Além da capa da edição de fevereiro de 2008 da revista Surfer Magazine, emplacada por Carlos Burle com uma onda gigante espetacular em Ghost Trees, norte da Califórnia. Nossos atletas de ondas grandes figuraram sempre nas primeiras colocações das diversas categorias do XXL Big Wave Awards, protagonizadas ano após ano por Eraldo Gueiros, Danilo Couto, Rodrigo Resende e Carlos Burle.

Os acontecimentos no cenário das ondas grandes em 2008 reforçaram minha teoria, principalmente após a primeira etapa do circuito mundial de tow-in, que aconteceu na cidade chilena de Pichilemu onde, mais uma vez, os towriders brasileiros dominaram o pódio do evento. Resende/Danilo ficaram na segunda posição, Pato/Yuri em terceiro e Sylvinho/Alemão em quarto. A ausência na próxima, e decisiva, etapa do tour em Jaws, no Hawaii, deixou os brasileiros ainda mais perto do título mundial de tow-in 2008/2009.

Carlos Burle é o nosso representante na lista principal de convidados para o Eddie Aikau, um dos eventos mais aguardados e badalados da temporada havaiana. Além do Mavericks Surf Contest, competição de ondas grandes na remada prevista para rolar no pico de Mavericks, onde Burle também é o representante brasileiro na edição 2009.

Será pouco? Será que preciso de mais embasamento para afirmar que o Brasil é reconhecido internacionalmente no cenário principalmente pelas performances dos nossos surfistas de ondas grandes?

Temos, além dos homens, no big surf mundial ninguém menos que Maya Gabeira. Bi campeã do XXL, Maya, com apenas 21 anos, é a única mulher a desafiar ondas gigantes em picos temidos como Dungeons, Teahupoo, Ghost Trees, Mavericks, Waimea e Todos os Santos. E digo mais, essa menina carioca vai reinar no big surf feminino por muitos anos. Surpreendendo-nos a cada novo swell gigante, botando para baixo em morras cada vez maiores e, muito em breve, dando dura em muito marmanjo nas competições de ondas grandes, na remada e tow-in, mundo afora. Querem apostar?
Posso ser suspeito para comentar o desempenho dos atletas brasileiros no cenário mundial das ondas grandes, por ser um grande entusiasta, respirando swells, notícias, fotos, imagens e tudo mais do cenário big todos os dias. Mas a grande realidade é que ao longo dos últimos dez anos o surf brasileiro conseguiu projeção e reconhecimento internacional através de nossos big riders, que chegaram ao topo do surf mundial com performances consistentes nas mais temidas bancadas de ondas grandes do planeta. Isso é fato, incontestável.

Go Big!
Por: Roger Ferreira/Revista Surfar.



Desejo saber qual comentario de cada um sobre o tema.Até a próxima, Mauro.

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